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Formar reclusos para a vida activa

Formar reclusos para a vida activa
  • 21 de Abril de 2008, 07:29

“As pessoas têm competências e têm todo o direito de aumentar o seu nível de escolaridade e de profissionalização” Mário Torrão, o director dos estabelecimentos prisionais. No entanto, nem todos se motivam a apostar na formação sobretudo os mais velhos e com menos qualificações. “É muito difícil sobretudo para aqueles que têm mais idade e nem têm a 4ª classe é muito difícil incentivá-los”.

Ainda assim, encontram-se casos de sucesso.

Um recluso do Estabelecimento Prisional de Bragança está a tirar a licenciatura em Educação Física, na Escola Superior de Educação de Bragança.”São raros mas são bons para dar o exemplo a outros porque em Izeda há sete indivíduos que se querem candidatar ao ensino superior”, adianta.

Paulo Neves, um recluso do EP de Bragança é um dos que decidiu apostar na formação e quer fazer o 12º ano. “Entrei com o 6º e agora ando a fazer o 9º e devemos aproveitar esta oportunidade o máximo possível até chegar ao 12º” afirma. “Se continuar aqui preso quero continuar” garante.

Este recluso acredita que com os estudos alcançados durante o cumprimento da pena pode encontrar trabalho mais facilmente quando sair em liberdade.

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