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Guerras Peninsulares recordadas em Bragança

Guerras Peninsulares recordadas em Bragança
  • 17 de Junho de 2008, 09:05

Durante as comemorações foi lembrado um episódio da história nacional que teve início na capital de distrito. “Foi a partir daqui que surgiu o movimento vitorioso dirigido pelo general Sepúlveda, que alastrou ao resto do País, contra a invasão das tropas napoleónicas”, salientou o presidente da CMB, Jorge Nunes.
O facto da rebelião ter começado em Bragança leva o edil a defender a realização de comemorações oficiais dos 200 anos das Guerras Peninsulares na capital de distrito. “Partiu daqui a revolta militar para libertar o País da presença das tropas napoleónicas. Por isso, faz todo o sentido que Bragança seja o palco das comemorações deste episódio da nossa história”, acrescentou Jorge Nunes.
Foi há 200 anos atrás, precisamente no dia 11 de Junho pelas 17 horas, que o abade de Carrazedo, juntamente com vários amigos militares e civis, se dirigiu ao general Sepúlveda para liderar o movimento militar da revolta, quando este saía da Igreja de S. Vicente. Depois de ter assistido à missa, esta figura ilustre aceitou o desafio e conseguiu reorganizar o exército e as polícias, enviando instruções para as tropas do resto do País.

Bragança enaltece o papel do povo bragançano na construção da História de Portugal

Esta efeméride está retratada num painel de azulejo junto ao templo, lembrando aos munícipes a importância de Bragança na libertação do País das mãos dos napoleónicos.
Mesmo assim, o edil acredita que a maior parte dos bragançanos não conhece este episódio da História de Portugal. “A nossa identidade e a nossa História está associada a momentos bons e a momentos menos bons e este foi um período difícil para o povo português. O rei teve que abandonar o País e refugiar-se no Brasil para garantir a independência de Portugal”, recorda Jorge Nunes.
As cerimónias contaram, ainda, com a presença do general do Exército Português, Matos Coelho, que salientou que “devemos conhecer a nossa história para saber conviver com o presente e projectarmo-nos no futuro”.

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