Região

Crise chega à olivicultura

Crise chega à olivicultura
  • 2 de Janeiro de 2009, 19:10

Mão de obra cada vez mais cara, o gasóleo com constantes subidas, em 2008, e o preço do adubo 30% mais caro que na campanha do ano passado, são as principais queixas apresentadas por António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás os Montes e Alto Douro, para justificar o pessimismo que se instalou no sector olivícola. “Os preços de uma parelha para trabalhar na apanha são extremamente elevados e nós também não temos grandes condições para mecanizar”, enumera.

 

Curiosamente, apesar do aumento dos custos de produção, o preço da comercialização baixou. A azeitona está a ser vendida a 25 cêntimos, o quilo, quando na campanha do ano transacto, era vendida a 40 cêntimos. Também o litro de azeite vale menos 50 cêntimos do que no ano passado, fixando-se o preço nos dois euros o litro. António Branco explica que esta queda dos preços deve-se ao facto de se nivelar os preços pelo mercado espanhol, o que é prejudicial para o nosso país, porque produz em menor quantidade e não tem forma de competir com um dos maiores produtores mundiais de azeite.

 

António Branco teme que esta situação possa desmotivar alguns olivicultores e levar à desistência de produção de azeite. “Há pessoas que pensam seriamente em desistir, vão deixar os terrenos e é um bem regional que vai ficar no terreno”, considera.

  Uma fiscalização rigorosa no embalamento do azeite, a definição de regras rigorosas e sensibilizar o consumidor para escolher um produto de qualidade, são algumas soluções propostas para combater a crise no sector. 

Quanto à produção conseguida durante a última campanha, a associação transmontana de olivicultores diz que foi um ano de boa produção, mas só terá números concretos em meados deste mês.

Escrito por CIR

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