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Espanha quer proibir eólicas na Sanabria

Espanha quer proibir eólicas na Sanabria
  • 3 de Março de 2009, 11:11

A reunião informal teve como objectivo debater as acções levadas a cabo pelos residentes do Parque Natural de Montesinho (PNM) durante a elaboração do Plano de Ordenamento daquela área protegida (aprovado em 2008), uma vez que os sanabreses discutem, actualmente, o Plano de Ordenamento dos Recursos Naturais do Espaço Natural do Lago de Sanabria e arredores (POS).
“Queremos tocar ideias com responsáveis e habitantes do Parque Natural de Montesinho, que já passaram pelo mesmo que nós, para sabermos o que podemos fazer e lutar para que o Plano de Ordenamento de Sanabria contemple as necessidades das populações locais”, explicou Pedro San Roman, da AUS, e membro do Sindicato Agrario UPA.
Segundo o dirigente, com este documento as entidades sedeadas em Madrid pretendem apoderar-se da região do Lago de Sanabria, com o “pretexto de que deve ser para todos os espanhóis”. Contudo, para Pedro San Roman, esta acção visa, somente, “a obtenção de mais fundos da União Europeia, já que mais hectares representam mais verbas que não sabemos para quem ou onde serão aplicadas”, questiona o responsável.
Na óptica do sindicalista, o POS prevê um conjunto de proibições que limitam o desenvolvimento naquela área natural. “As energias eólicas são proibidas, quando já estão instaladas no limite do Parque de Sanabria. É uma forma de reduzir o progresso, porque este projecto gera energia limpa e é um recurso económico para os residentes”, exemplificou Pedro San Roman.

Habitantes defendem instalação em energias eólicas

Perante as adversidades e proibições contempladas pelo POS, o responsável acrescenta que “seriam fenomenais, desde que fossem a pensar no meio ambiente e que compensassem os habitantes pelo mal-estar que lhes causam”.
Em resposta às dúvidas levantadas pela AUS, o membro da Comissão de Baldios e da ADIAMO, António Pereira, aconselha a reunir a “simpatia entre as populações, bem como junto dos autarcas locais, para que também lutem pelo mesmo objectivo”. Como recurso final, o responsável propõe a realização de um referendo local, que permita conhecer os desejos e opiniões de todos os habitantes afectados. “É importante que haja união das populações. Penso que estando organizadas conseguirão levar avante alguns dos seus objectivos”, sublinhou António Pereira. Contudo, alerta que, à semelhança do que aconteceu em relação ao Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho, “muitas das propostas e sugestões não foram atendidas”, acrescentou.

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