Mascarenhas recebe Feira do Tordo
O certame, que decorreu na freguesia de Mascarenhas, no concelho de Mirandela, contou, ainda, com a visita oficial do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenso Simões.
O evento começou há nove anos, com a Associação de Caça de Nossa Senhora do Viso, que tem promovido o certame ligado à caça para divulgar a freguesia e os produtos locais, com vista a uma maior implantação turística e desenvolvimento comercial. Neste sentido, tem vindo a evoluir na qualidade dos produtos e no figurino, conseguindo aumentar o número de expositores e a afluência de visitantes.
Este ano, a feira “teve na sua génese uma tentativa de promoção da agricultura, do património e dos proprietários que, no fundo, são a base de todo o sistema da associação”, realçou Hugo Alves, da organização.
Na óptica do presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano, este tipo de eventos são uma mais-valia para o concelho. “Em alturas de caça, a comunidade rural tem mais desenvolvimento, com a grande afluência de caçadores, pelos produtos gastronómicos que se vendem, que são a subsistência para a grande parte de agricultores. Por isso, é que eu digo que a caça é um grande projecto económico para o concelho”, adiantou o edil.
Já Ascenso Simões defendeu uma gestão mais concentrada e organizada da caça, considerando prejudicial a existência de mais de 400 zonas de caça.
“ Estamos a organizar o sector para que as organizações de caça ganhem maior dimensão e permitam a mudança no sector”, acrescentou o governante.
Para o secretário de Estado, a nova lei das armas não é a responsável principal pela diminuição de caçadores, mas é benéfica para o País.
“O principal problema da caça é de relevância social, de acompanhamento dos processos, de ordenamento, de dinamização dos espaços rurais e não um problema da lei das armas”, concluiu Ascenso Simões.