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Mogadouro ganhou em campo, mas perdeu no papel

Mogadouro ganhou em campo, mas perdeu no papel
  • 17 de Março de 2009, 10:28

A decisão foi baseada numa eventual utilização irregular de Mário Freitas, mas o emblema transmontano vai recorrer da decisão.
A direcção do Académico de Mogadouro vai mais longe, ao ponto de assegurar que “se a decisão não vier a ser impugnada” admite “levar o caso à UEFA e à FIFA e, em última instância, aos tribunais civis”.
Tudo quando Mário Freitas jogou pela Selecção da A F Bragança, depois do I Torneio Inter-Associações, uma prova considerada oficial pela FPF, o que obrigaria o atleta a cumprir 15 horas de descanso. O curioso é que no torneio organizado pela própria FPF todas as equipas jogaram com intervalos muito inferiores às tais 15 horas que a “lei” obriga. Fica então a dúvida se esta entidade irá impugnar o torneio, suspender todos os atletas envolvidos e, ainda, aplicar multas a todas as associações do país.
Esta situação demonstra que há duas medidas para duas situações homólogas. Por isso, caso esta decisão não seja impugnada no recurso de direito, que será apresentado pelo clube, o CAM levará o caso à UEFA e à FIFA. Em última instância, a FPF irá ter que responder em tribunal civil sobre a razão da aplicação unilateralmente da lei, para este e outros casos.
O atleta junior Mário Freitas também foi punido com um mês de suspensão, quando só cumpriu o que a Associação de Futebol de Bragança o mandou fazer. É um jovem que “ama” o desporto e que nunca poderia fazer crer que depois de jogar vários anos pela selecção distrital, como capitão, sempre a fazer jogos nestes torneios, com intervalos inferiores às 15 horas, viria a ser punido pela própria organização do evento: a FPF.

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