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Montalegre acusa EDP de enriquecimento ilícito

Montalegre acusa EDP de enriquecimento ilícito
  • 17 de Março de 2009, 09:48

O edil não concorda com os lucros arrecadados pela EDP com as cinco barragens que inundaram vales agrícolas que, outrora, reforçavam a economia local. “Nas cinco barragens do concelho pode produzir cerca de 100 milhões de euros de energia por ano, mas a justa participação do município na riqueza produzida resume-se a uns miseráveis 65 mil euros por ano”, ironiza o autarca.
Fernando Rodrigues responsabiliza o Governo por “não fazer justiça” no que toca aos rendimentos retirados pela empresa das albufeiras. “O Governo permite aquilo que se pode classificar de enriquecimento ilícito por parte da EDP”, sustenta o edil.
O autarca de Montalegre denuncia, ainda, o “fraco” serviço prestado pela empresa no fornecimento de energia ao concelho de Montalegre. “Tem provocado as maiores dores de cabeça, quer a particulares, quer a instituições públicas, onde os cortes de luz têm sido frequentes”, acrescenta o autarca.
Fernando Rodrigues afirma que a sua “paciência está esgotada”, depois da Câmara ter solicitado intervenções à EDP para melhorar o serviço de fornecimento de energia no concelho. “Apesar de há anos ter havido uma fase de muitas intervenções, o certo é que continuamos a ser mal servidos. O serviço da EDP é mesmo classificado pelos barrosões como uma desgraça”, enfatiza o edil.

Equipamentos “gastos” e “ultrapassados” estão na origem das sucessivas avarias no concelho de Montalegre

A autarquia dá alguns exemplos do “mau serviço” da EDP, nomeadamente durante a Feira de Fumeiro, em que a luz falhou durante mais de duas horas, com o pavilhão multiusos com milhares de pessoas e o comércio da vila cheio de gente.
O presidente garante que há avarias que continuam por reparar, postes por levantar e linhas por arranjar. “Os problemas sucedem-se. Ainda na semana passada uma zona do concelho esteve sem luz durante quatro horas, mas já houve aldeias sem electricidade durante quatro dias”, denuncia Fernando Rodrigues.
O edil lembra, ainda, que os equipamentos colocados no concelho estão gastos e ultrapassados, a rede é velha, com fios que batem uns nos outros com o vento e provocam avarias constantes. Além disso, o autarca diz que os candeeiros estão obsoletos, muitos deles sem luz e há postes a estorvar.
O Jornal NORDESTE confrontou a EDP com as acusações de Fernando Rodrigues, mas, até ao fecho da edição, não obteve qualquer resposta.

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