Bandas filarmónicas são autênticas escolas de música
Esta obra resultou de um trabalho conjunto entre as Escolas Superiores de Educação do Porto e de Bragança, organizado por Graça Mota. A investigação, financiada pela Fundação Ciência e Tecnologia, prolongou-se durante cinco anos e versou sobre as vivências de jovens que iniciaram o seu percurso nas bandas filarmónicas e que, posteriormente, fizeram cursos superiores nestes estabelecimentos de ensino.
Para tal foram inquiridos alunos e ex-alunos dos cursos de Música. “Quisemos perceber como é que essas pessoas cresceram, a importância que as bandas tiveram para os jovens antes e durante o percurso académico”, explicou a coordenadora do Departamento de Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança, Isabel Castro.
Banda Filarmónica de Bragança deu o primeiro concerto sob a orientação do novo maestro
A responsável realça, ainda, que este estudo teve a importância de reposicionar as bandas como algo importante e não menor como até então se pensava e era encarado pelas pessoas. “Uma grande conclusão é que as bandas são, de facto, muito importantes. Não nos podemos esquecer que foram as primeiras escolas musicais em terras inóspitas como Trás-os-Montes, onde não havia conservatórios”, salienta Isabel Castro.
A apresentação do livro culminou com uma actuação da Banda Filarmónica de Bragança, sob a orientação do novo maestro, Ricardo Chéu Líbano.