Eólicas à espera de ligação à Rede
Segundo o responsável, já foram efectuados diversos pedidos ao primeiro-ministro, ministro da Economia e aos membros do Governo que passam pela região, mas sem sucesso. “A ligação em Macedo de Cavaleiros só depende de vontade política e o resto da conclusão da linha da REN”, sublinhou o responsável. De acordo com Carlos Pimenta, ainda não existem datas definidas para a instalação das primeiras torres eólicas em Nogueira, uma vez que falta autorização para avançar com a ligação à subestação de Macedo de Cavaleiros. “É preciso que o Governo abra um concurso para a ligação dos 100 MW para essa central. Nós estamos prontos para concorrer e, a partir daí, construir o Parque Eólico de Nogueira”, acrescentou.
Na óptica de Carlos Pimenta, não se justifica que, no resto do País, “estejam instalados 5 mil milhões de euros em investimento, criação de emprego e produção de energia e o distrito de Bragança, que tem um potencial real, não tenha tido essa oportunidade”.
Empreendimento representa investimento inicial na ordem dos 150 milhões de euros
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, “é necessário desencravar esta região” no que toca à produção de energia eólica, pois este empreendimento interessa não só ao distrito, mas a todo o País. “Há um projecto ordenado sobre um território específico, com potencial eólico devidamente avaliado e com um ganho evidente para a economia regional”, salientou o edil.
Assim, o objectivo das entidades associadas ao PENOG passa por “solicitar a autorização para a abertura de um concurso de ligação de 100 MW na subestação de Macedo, permitindo viabilizar este projecto e outros parques eólicos próximos desta área”, explicou Jorge Nunes.
Já para o presidente da Junta de Freguesia de Espadanedo (Macedo de Cavaleiros), Daniel Reis, “o Parque Eólico da Nogueira é uma fonte de rendimento importante e, como ainda não avançou, prejudica-nos monetariamente e no que toca ao desenvolvimento da região”.
O presidente da Junta de Freguesia de Rebordãos (Bragança), Adriano Rodrigues, é o rosto da indignação. “Estamos a perder dinheiro e, se tivéssemos o Parque a funcionar há alguns anos, tínhamos 500 mil euros investidos na freguesia”, garante o autarca.
Recorde-se que o investimento necessário para a criação dos primeiros 100 MW no PENOG ronda os 150 milhões de euros sendo que, até ao momento, já foram aplicados 100 mil euros para a realização de trabalhos. Este projecto integra parceiros como as Câmaras Municipais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, bem como 12 Juntas de Freguesias e Comissões de Baldios dos três concelhos.