Região

Fim da linha

  • 31 de Março de 2009, 10:18

Ou seja, se não fossem as tragédias no Tua, a política de segurança nestas vias continuaria a ser do “deixa andar”.
Segunda: os investimentos agora anunciados para as linhas do Corgo e Tâmega significam que o desleixo é tal, que só à custa duma injecção de 40 milhões de euros é possível garantir a segurança dos passageiros. Terceira: o tempo dirá se as promessas de investimento são mesmo para cumprir ou se tudo não passa duma forma hábil de refrear os ânimos dos autarcas e populações.
É que é difícil acreditar que, subitamente, quem pouco ou nada investiu nestas linhas nos últimos anos (REFER), quem emparedou estações e alterou horários (CP) venha agora anunciar um avultado programa de modernização, que, pasme-se, até inclui a supressão e automatização de passagens de nível!
Quarta: reabertura da linha do Tua está totalmente dependente da construção da barragem e desengane-se que acredita que a EDP vai construir um corredor ferroviário alternativo.
Quinta: coincidência ou não, o encerramento destas linhas faz lembrar um estudo que a CP guarda na gaveta desde 1984 e que prevê limitar a circulação na Linha do Douro até à estação da Régua. O certo é que o Governo sacode a água do capote sempre que se fala em reabrir o troço Pocinho-Barca d´Alva e, com a construção da barragem de Foz Tua, terá um forte argumento para restringir o troço Régua-Pocinho à circulação de mercadorias e Comboios Históricos.
No mínimo, é estranha a forma como foram encerradas as linhas do Corgo e Tâmega. Estranha, porque primeiro foi decretada a suspensão da circulação e só depois conhecido o programa de investimento. Noutras circunstâncias, as obras de modernização teriam sido anunciadas com pompa e circunstância, possivelmente numa tenda gigante…

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