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Os segredos do folar da Rota dos Sabores

Os segredos do folar da Rota dos Sabores
  • 7 de Abril de 2009, 11:09

Comecemos pela massa, que na Rota dos Sabores é misturada na máquina, pois já existem equipamentos que se aproximam muito do acto de amassar à mão. O folar não se quer muito ligado, para não ficar muito seco. “Para que fico claro é totalmente diferente misturar a massa manualmente do que fazê-lo com a maquinaria, mas não se deve amassar muito porque o Folar não se quer muita ligado, senão torna-se muito seco e dura muito menos, explicou Eurico Castro.
Um outro pequeno grande segredo prende-se com o facto de se utilizar um bom azeite e fumeiro caseiro. “Se colocarmos fumeiro industrial no folar, estamos a estragá-lo, pois esse fumeiro é mais apimentado e altera a qualidade do folar. O mesmo se passa com o uso das margarinas que em nada favorece o folar. Antigamente utilizava-se apenas o azeite e a banha de porco, o que deixa a massa mais macia. Logo aguenta-se mais tempo”, explicou Fátima Teixeira.
Segundo Eurico Castro, a tradição já não é o que era e só os mais velhinhos fazem o verdadeiro folar. “Antigamente, no dia de Páscoa, só se comia folar e caldo verde, e como tal, faziam folares de encher o olho e a barriga”, explica.
Para recordar os velhos tempos, a Rota dos Sabores, aposta em folares por encomenda, fazendo-o à medida e ao gosto dos clientes, principalmente em alturas festivas. “Cada caso é um caso”, salienta o mestre de pastelaria. No geral, a receita do folar da Rota dos Sabores leva: ovos, farinha, manteiga pura, azeite, banha de porco sal e bom fumeiro.

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