Região

Dançar pela marginalização da sociedade

  • 5 de Maio de 2009, 09:20

Na cidade de Bragança, quarta-feira, houve várias iniciativas que serviram para comemorar a data. A destacar, no Teatro Municipal, com a Companhia Quorum Ballet em “Impacto” e uma exposição, “Uma Carta Coreográfica”, uma obra subordinada ao tema “Movimento, Corpo e Dança”, promovida pela Direcção Geral das Artes, onde participam 199 autarquias. Também o Instituto Português da Juventude se associou a esta verdadeira celebração, convidando os interessados a visitar a exposição supra-mencionada nas lojas Ponto JÁ de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela.
A integração através da dança de pessoas excluídas é defendida como um “dever moral” na mensagem oficial do Dia Mundial da Dança.
No desígnio do Dia Mundial da Dança está o incremento na importância da dança na sociedade global, bem como incentivar governos de todos os países, para que providenciem um lugar digno, próprio para a dança, em todo e qualquer sistema de educação.
Alkis Raftis, presidente do CID, exalta, neste ano, a importância da “dança inclusiva”, defendendo a integração de pessoas vítimas de descriminação, seja económica, racial ou outra.
Dançar tem sido fracção integrante da cultura humana em milénios de história, contudo, não é prioridade oficial em nenhuma forma de Governo ocidental do Mundo Contemporâneo.
No seu discurso em 2003, Alkis Raftis preconiza, “na maioria dos 200 países, a dança não aparece em textos legais. Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública”
Deveria ser manifestado logicamente nos adultos e, naturalmente, em crianças, a vontade e a importância da arte que é a dança, na existência e comportamento do ser humano.

Bruno Mateus Filena

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