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“Crise na construção remonta a 2002”

“Crise na construção remonta a 2002”
  • 12 de Maio de 2009, 10:18

Segundo o presidente da direcção da AICCOPN, Reis Campos “a crise na construção começou a sentir-se em 2002 com a subida em flecha das matérias-primas, o que levou à quase ruptura financeira do sector”. Em 2008 a produção caiu 3,1 por cento, o que em, termos acumulados, representa uma queda de 25 por cento desde 2002. Mesmo assim, o dirigente afirma que “ o sector não perdeu importância, pois é responsável de forma directa por 5,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Além disso, “representa cerca de 11 por cento do emprego total, com aproximadamente 553 mil trabalhadores e continua a garantir 49, 5 por cento do investimento”, afirmou o responsável.
Já Ponce de Leão, do Instituto Nacional da Construção e Imobiliário (INCI), afirma que quem é membro da AICCOPN tem selo de qualidade e se uma empresa não consegue aguentar a crise, deve fundir-se com outra. “Quando uma empresa não vai adiante sozinha, deve juntar-se com outra para que possam prosseguir. Temos que nos adaptar as novas realidades”sustentou o dirigente.
O presidente da Câmara municipal de Bragança, Jorge Nunes, preferiu sublinhar como o país é cada vez mais desigual e pobre, “O governo cada vez mais olha somente para Lisboa, o investimento público tem diminuído e o endividamento externo de Portugal quase que duplicou, estão em causa decisões que interessam a todos”, afiançou o autarca.
Em jeito de conclusão o edil pediu mais um esforço aos construtores “se já passam dificuldades desde 2002, e se resistiram é porque são fortes, o que vos peço é que não desistam nem baixem os braços, a recuperação desta economia passa essencialmente por vós”.

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