Instituto para defender a “lhéngua”
Segundo Júlio Meirinhos, um dos mentores do ILM, ex-deputado na Assembleia da República e responsável pela elevação do mirandês a segunda língua oficial de Portugal, esta é uma matéria própria do Ministério da Cultura, havendo mesmo já disponibilidade orçamental e financeira assumida pelo Ministério das Finanças.
“O Instituto é fundamental para a língua mirandesa, para garantir maior isenção no seu tratamento e para ultrapassar algum folclore e apatia que pode surgir em relação ao mirandês”, salienta Meirinhos.
Para já, ainda não é avançada uma data para a criação deste organismo por parte das entidades competentes.
“É certo que há já instituições envolvidas neste processo e que o ministro da Cultura venha a ser avocado para a criação do projecto, daí algum atraso, mas está a tornar-se um pouco doloroso”, afirma o ex-deputado.
O ILM poderá ser um instrumento de certificação e orientação e, ao mesmo tempo, de protecção cientifica para a “lhéngua”. Com o Instituto haverá uma só voz a falar pela língua mirandesa, de forma a afirmá-la, cada vez mais, no contexto nacional.
Confrontada com o atraso na implantação do ILM, a secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, disse, apenas, que o seu Ministério já demonstrou bastante receptividade à criação do Instituto, apesar do processo se arrastar já há algum tempo.
“Estamos a trabalhar para que o ILM seja uma realidade dentro de prazos razoáveis”, concluiu a governante.