Dez anos a preservar a memória transmontana
A par do registo fonográfico do património musical e etnográfico do Planalto Mirandês, há também os arquivos fotográficos. Trata-se de um acervo que conta com mais de 28 mil fotografias que retratam inúmeros momentos dos usos e costumes das comunidades da região Norte e Centro de Portugal.
Além destes registos, que serão utilizados para memória futura, o CMTST dispõe de mais de 3 500 livros especializados em várias temáticas da música tradicional portuguesa. No entanto, há outros elementos do espólio que tem de se ter em conta, como os seis mil fonogramas (CD, DVD e K7) que têm vindo a ser depositados no arquivo do CMTST por importantes etnomusicólogos nacionais e estrangeiros.
Espaço recebe mais estrangeiros que portugueses
Segundo o director do CMTST, Mário Correia, o espaço é mais procurado por estudantes estrangeiros do que por portugueses.
“Por ano, passam pelo Centro cerca de 120 alunos. No entanto, apenas 7 por cento são portugueses. As intuições académicas da região trasmontana são as que menos estudantes enviam para fazerem investigação, apesar do meio universitário conhecer a existência deste espaço, já que o trabalho efectuado é enviado para as universidades”, lamenta Mário Correia.
Depois de uma década de existência, aquela entidade estabeleceu uma parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no sentido de receber os primeiros alunos para efectuarem estágios no âmbito da organização de eventos e de trabalho de campo.
Com a chancela dos CMTST já foram gravados e publicados 53 discos na sua colecção principal, o que dá uma média de cerca de cinco álbuns por ano.
“A gravação deste discos são caso único no que diz respeito à recolha de pedaços da cultura local. Os principais apoios são das Câmaras Municipais que pretendem ficar com os registos no seu património”, explicou Mário Correia.