Frieza igual a distância
Não se deu pelo clube da casa na primeira parte, só aos 17” uma desatenção da defesa do Morais resultou num penalti bem assinalado pelo juiz auxiliar Pedro Lopes. Nelson muito desconcentrado, até pelo guarda – redes Bruno, atirou ao lado. Desapareceu a equipa da casa que não mais se viu, o miolo do Morais tinha a imagem de Fernandinho, frio, distante e concentrado. Filipe, Renato, Stigas e Silva, não deixaram jogar, controlando tudo o que era bola, com garra e, sobretudo, segurança. Frutuoso teve na sua cabeça o 0-1, mas falhou. Foi Silva que, no meio de um monte de pernas, acertou na bola e deu justiça ao marcador, estávamos no minuto 40”, talvez o momento do jogo, na verdade dizem os entendidos, o golo psicológico, se é que existe.
Na 2ª parte, outro penalti, mas não foi Migalhão que falhou, foi Bruno que defendeu com classe e lá se foi o sonho da turma da casa. Já na compensação, Filipe marcou o “golo de Oiro”, livre directo e bola sem defesa possível. Na parte final, vem a velha história de Platini, o “Fair – Play”, existe ou não outra mentira do futebol, porque na hora da verdade o Argozelo falhou, não por sua culpa, mas porque o francês campeão europeu, há custa de Portugal em 1984, inventou esta história louca, os jogadores sabem bem como lidar. Neste capítulo, Fernando Teixeira falhou por duas vezes, ficámos com a impressão da despedida deste treinador que alcançou a melhor classificação de sempre do Argozelo, no campeonato, a Taça seria a cereja no topo do bolo, mas não seria a verdade.