Meio ano de atraso nas obras da Urgência
No local, as máquinas e os operários movimentam-se na parte dos acessos e futuro parque de estacionamento, ao passo que os trabalhos no pavilhão já se encontram na recta final. Este cenário contraria as datas avançadas no cronograma distribuído pelo Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) à comunicação social, em Abril do ano passado, aquando da primeira visita da Ministra da Saúde, Ana Jorge, ao distrito de Bragança.
No documento, as previsões apontavam para a realização dos trabalhos ao nível da arquitectura, instalações e equipamentos de água e eléctricos até finais de Outubro de 2008, a instalação e equipamentos mecânicos iriam prolongar-se até meados de Novembro, ao passo que os 15 dias seguintes serviram para as limpezas finais da obra.
Já em Junho do ano passado foi feita uma alteração ao projecto inicial, que consistiu no aumento dos pilares de 3,20 para 3,70 metros, por causa da colocação do sistema de refrigeração. Na altura, o presidente do CHNE, Henrique Capelas, garantiu ao Jornal NORDESTE que estas alterações não iriam atrasar a conclusão da obra, mas, talvez por cautela, já foi dizendo que “em Janeiro de 2009, no máximo, a Urgência estaria a funcionar”.
Seis meses depois do prazo estipulado para entrada em funcionamento da nova Urgência, os trabalhos ainda não têm fim à vista
O certo é que as previsões anunciadas pelo presidente do CHNE não corresponderam ao andamento dos trabalhos, visto que no final de Maio as obras ainda não têm fim à vista.
Esta situação obriga os utentes que se deslocam à Urgência a utilizar a entrada principal do hospital, o que continua a causar alguma confusão, visto que entram funcionários juntamente com doentes.
Recorde-se que a nova infra-estrutura representa a melhoria dos cuidados aos utentes, visto que vão ser criadas novas valências, como é o caso de uma Urgência Pediátrica e meios complementares de diagnósticos afectos à Urgência.
O Jornal NORDESTE tentou obter uma justificação para o atraso das obras da parte de Henrique Capelas mas, até ao fecho desta edição, não obteve resposta.