Dobradinha num ano em cheio
Melhor entrada dos homens do Vimioso, a conseguirem fazer muito bem a transposição de jogo defesa ataque, pecando apenas na finalização ou esbarrando na segurança irrepreensível da melhor dupla defensiva do campeonato, Miro-John.
Equilibram os homens de Morais e o jogo passa a ser alucinante, com as boas jogadas a sucederem-se, de parte a parte, em parada resposta, e os keeper’s a brilharem.
O desequilíbrio teria de surgir da inspiração individual ou do laboratório, tal o acerto defensivo de ambas as turmas. E foi o que aconteceu numa reposição rápida de bola parada com esta em três toques a surgir na cara do golo com o bloco ofensivo dos campeões distritais a movimentarem-se na perfeição e em alta velocidade.
A falta foi a solução para adiar o inadiável, castigo máximo que Reis apontou na perfeição fazendo o muito saudado 1-0.
Excelente reacção dos pupilos de Carlos Azevedo, atingindo-se o descanso com o keeper Bruno a segurar a tangencial vantagem.
No regresso, ambos os técnicos resolvem mexer nos conjuntos. Fernandinho para dar uma prenda a Balela na baliza, Azevedo para dar mais profundidade, operando durante a etapa complementar todas as substituições regulamentares, e todas elas a manifestarem oportunidade e melhoria competitiva.
Balela prova todo o merecimento negando o empate com uma defesa superior, e o corolário da melhor equipa surge matando o jogo por intermédio do capitão John, com um chapéu de levantar o estádio sublinhando uma época fabulosa de regresso aos nacionais.
O único aspecto negativo, e que subscreve grande injustiça para o técnico Azevedo e seus pupilos, foi a não concretização do Vimioso. Estamos em crer que com um golo o espectáculo teria superado ainda mais o alto nível atingido na partida e que o 2-1 espelharia melhor a história do jogo.