Empresas internacionalizam-se no mercado gourmet
Este programa, apresentado ontem, na sede da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mirandela, visa alavancar o território, criando sinergias através da complementaridade das empresas que estão envolvidas no projecto (ver caixa).
“Dentro das tipologias do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) consideramos que a modalidade conjunta era aquela que mais se adequava às necessidades do tecido empresarial da região”, salientou a coordenadora do projecto, Cristina Passas.
Na óptica da responsável, a maioria das empresas da região têm produtos de grande qualidade, mas não produzem em quantidade e não têm força para entrar sozinhas nos mercados internacionais. “O esforço financeiro é muito grande e depois falta-lhes o apoio ao nível da assessoria e da complementaridade, que lhes retira o impacto que as empresas necessitam”, acrescenta Cristina Passas.
Com o projecto agora aprovado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), através do programa Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das Pequenas e Médias Empresas, os 10 empresários vão conseguir valorizar os seus produtos em mercados de grande expressão, sempre com o apoio ao nível da assessoria e consultadoria da Rota do Azeite.
Empresários vão investir 6 mil euros para ganharem espaço no mercado gourmet internacional
“Temos um azeite de primeira qualidade, excelentes vinhos, uma boa panificação, mas em termos de mercado o retorno que as pessoas têm não é o suficiente para as necessidades que as empresas têm, pelo que consideramos que a internacionalização é o caminho a seguir”, realça Cristina Passas.
No entanto, a crise e os riscos do investimento foram um entrave para incentivar o tecido empresarial da região a aceitar o desafio. “Para conseguir o número mínimo que a legislação obrigava foi preciso algum esforço, mas estou convencida de que se a primeira fase do projecto trouxer frutos, vai haver um maior número de empresários interessados em juntarem-se a nós”, reforça a responsável.
Em números, este projecto envolve cerca de 104 mil euros, comparticipados em 43 por cento por fundos comunitários. Por isso, os empresários vão ter que investir cerca de 6 mil euros de capitais próprios.
Cristina Passas realça, ainda, a importância das empresas se reunirem e tomarem decisões conjuntas para alcançarem bons resultados nos mercados estrangeiros (ver caixa).