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“Que sirva de exemplo”

“Que sirva de exemplo”
  • 9 de Junho de 2009, 09:04

O INEM depressa se dirige ao local do sinistro, seguido dos bombeiros, e, não fosse a rápida intervenção da Viatura de Emergência Médica e de Reanimação (VMER), a vítima não chegaria vivo ao hospital, tal era o estado em que se encontrava, com as várias hemorragias, sobretudo, na cabeça.
Tudo começou numa noite em que Alex Emanuel Anes Alves decide rumar a Salamanca, na companhia de Luís Preto, professor, que sofreu apenas algumas escoriações.
Por ser tarde, decidiram jantar em Travazos, já em Espanha, onde Alexis se lembra de encontrar uns amigos, que partiram à frente, de regresso a casa. A partir daí, o condutor não se recorda de nada mais.
Perto das 5:30h, Alexis dá entrada no Unidade Hospitalar de Bragança e às 9:15h, de helicóptero, voou para o Hospital de Santo António, no Porto, onde esteve internado 11 dias, 9 dos quais em coma induzido na Unidade de Cuidados Intensivos.
Por vezes acordava confuso, “arrancando” a parafernália de tubos, agulhas e afins. O trauma de um impacto violento. De tal modo que nunca teve consciência da possibilidade de ficar tetraplégico ou mesmo com eventuais lesões cerebrais, ao contrário do pessoal médico, bombeiros, amigos e familiares, que sempre o apoiaram e aos quais ele agradece profundamente. Aspirações ao cérebro foram levadas a cabo, com o intuito de remover possíveis coágulos. Em seguida, regressou a Bragança onde esteve 3 dias em Ortopedia, iniciando uma recuperação meteórica.
Aos 34 anos, Alexis, delegado de informação médica, acredita num “anjo da guarda” mas sabe também que, a sorte termina e vê este acidente como sendo “o último aviso”.

Bruno Mateus Filena

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