Regeneração urbana em Mirandela
“Acreditamos que vai ter um impacto extremamente positivo no desenvolvimento da cidade e na qualidade de vida no espaço urbano”, enaltece o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, José Silvano.
Trata-se de um conjunto de três séries de candidaturas a fundos comunitários. Uma contempla uma série de iniciativas de apoio a acções inovadoras, no valor de cerca de 4 milhões de euros, outra é dedicada à habitação social, também orçada em cerca de 4 milhões de euros, e o projecto de regeneração urbana, que envolve a autarquia, a Misericórdia, Associação de Socorros Mútuos e a Paroquia de N. Sª da Encarnação, orçando em 18 milhões de euros, ascender aos 25 milhões de euros durante a execução. A regeneração foi o projecto que mereceu uma explicação mais detalhada por parte do vice-presidente da Câmara Municipal de Mirandela (CMM), António Branco, visto que, para além de mexer no desenvolvimento do concelho e da cidade, tem um impacto em termos de urbanismo e qualidade de vida. “Ajuda as instituições a recuperarem bens imobiliários, que sem esta intervenção poderiam ser irremediavelmente perdidos”, realça o autarca.
António Branco salienta, ainda, que recuperar património e monumentos não é fácil. “Custa muito dinheiro e as instituições particulares não têm esse dinheiro, portanto se não fossem programas destes restaurar a igreja, o palácio ao lado, o palácio em frente, pegar na paróquia e restaurar a casa que tem ao lado, nunca podiam ser feitos por verbas próprias das entidades”, enumera o responsável.
O presidente da CMM, Jorge Silvano explica que devido às dificuldades das empresas e das instituições, o governo decidiu adiantar 30 por cento do valor da obra, desde que ela esteja candidatada e pronta a começar ou o concurso feito, para que as entidades possam executar a obra e apresentar os autos de medição para poderem receber o restante.
Autarquia aposta na recuperação da zona histórica para atrair visitantes e incentivar particulares a reconstruírem edifícios devolutos
“Isto foi uma modalidade que só surgiu agora no último mês e que pode permitir que as obras andem mais rápido, porque, às vezes, falta dinheiro para concretizar a obra”, acrescenta o edil.
José Silvano garante, ainda, que as parcerias que a Câmara fez neste projecto, podem receber o dinheiro da obra feita e meter os projectos que já tenham iniciado. “Rapidamente serão aprovadas, porque o projecto está aprovado na sua totalidade”, vinca o autarca.
O projecto pretende, ainda, deslocalizar as visitas dos forasteiros do espaço junto ao rio, para a zona histórica e para todos os pontos de interesse, nomeadamente o Museu.
Aliás, revitalizar a zona histórica é um ponto-chave deste projecto. “Chamar mais pessoas para este centro e criar um novo conceito de vida dentro deste espaço, para que, no fundo, também os privados comecem a recuperar os edifícios que estão bastante degradados nesta zona”, realça António Branco. O responsável enaltece, igualmente, que já estão aprovadas candidaturas no valor de 3 milhões de euros. “No entanto, há um conjunto de projectos em que nós somos parceiros, como o Hospital da Terra Quente, para a criação de uma Central de Biomassa, o que nos leva a ter uma perspectiva de investimento, a curto e médio prazo, que ronda os 100 milhões de euros”, conclui o vice-presidente.