Da arte rupestre à modernidade
A freguesia, com cerca de 240 habitantes, guarda um dos mais importantes exemplos de arte rupestre do Paleolítico Superior em Portugal. O “Cavalo de Mazouco”, assim conhecida por retratar na perfeição este animal, é considerada uma das imagens de arte rupestre mais bonitas ao ar livre em todo o Mundo, tendo sido a primeira a ser identificada na Europa.
A esta beleza ímpar e inigualável se deve o constante fluxo de curiosos ao lugar do “Carneiro”, nas margens do rio Douro, onde se encontram quatro gravuras sobre uma parede xistosa, em que, apenas, a figura do cavalo se encontra completa.
“Recebemos muita gente para visitar as gravuras rupestres e pensamos avançar com um projecto para a criação de percursos pedestres associados a este património”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Mazouco (JFM), Manuel Andrade.
Um conjunto de vestígios que comprova que aquela localidade é habitada desde tempos remotos. Acredita-se que terá sido povoado pelos Godos, aquando da sua fixação na Península Ibérica, sendo que já os nómadas primitivos teriam estado alojados em cavernas nas proximidades da aldeia.
Devido à avançada idade da maioria da população da freguesia, os habitantes reclamam a criação de um equipamento que preste apoio aos idosos. Assim sendo, a JFM prevê avançar com a construção de um mini-lar.
Autarquia pretende construir um mini-lar com capacidade para 12 utentes
“O projecto está pronto e só estamos à espera que abra o período de candidaturas para podermos arrancar”, informou o responsável.
Com capacidade para 12 utentes, o equipamento integrará, ainda, a valência de Centro de Dia.
“Numa primeira fase, só acolherá 12 pessoas, mas posteriormente ponderamos alargá-lo, uma vez que a nossa população é muito idosa”, sublinhou Manuel Andrade.