Docentes em protesto
Os professores consideram estar a ser prejudicados por leccionarem em Politécnicos, em especial no que toca à progressão na carreira. “No ensino universitário, quando um docente faz o doutoramento tem automaticamente acesso à evolução da carreira, mas nós não e até existem aqui muitos colegas que poderão vir a ser dispensados”, lamenta João Paulo Castro, um dos docentes que se manifestou em frente ao IPB.
Recorde-se, por outro lado, que à luz da revisão do estatuto da carreira docente, cerca de metade dos professores podem deixar de exercer funções a tempo inteiro.
No IPB estão em causa cerca de 140 lugares, um número inaceitável, na óptica do Miguel Vilas Boas, docente da instituição. “Estamos numa zona desfavorecida onde as segundas oportunidades não existem”, referiu o professor, acrescentando que o IPB não conseguirá sobreviver com tamanhos cortes.