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Revolução na Cirurgia do Centro Hospitalar

Revolução na Cirurgia do Centro Hospitalar
  • 30 de Junho de 2009, 09:48

O responsável clínico, com experiência e provas dadas nesta especialidade em unidades da área do Porto, afirma que pretende especializar os hospitais por áreas funcionais, criando unidades de referência a nível nacional. “Mirandela, por exemplo, tem todas as condições para se tornar num grande centro de cirurgia de ambulatório. Esta área vai passar para esta unidade hospitalar”, garante António Ferrão.
Segundo o responsável, a Cirurgia do CHNE vai passar a funcionar em acções específicas, divididas nas quatro principais áreas cirúrgicas, designadamente colo-rectal, esofagogástricas, biliopancreática, mama e endócrinas. “O que vamos fazer é dividir o serviço em áreas de influência dentro das quatro áreas funcionais. Todas elas terão autonomia própria, para que os médicos que lá trabalham se especializem nas áreas funcionais”, explica o clínico.
António Ferrão garante que esta “revolução” na Cirurgia não é uma invenção, visto que a mudança assenta na implementação de protocolos universalmente aceites, que já são usados mundialmente e, também, em muitos hospitais nacionais.

CHNE quer criar centros de cirurgia de referência e implementar protocolos universalmente aceites

O director do departamento de Cirurgia realça, ainda, a importância de incluir os cancros nas cirurgias “major”. “Os cancros vão passar a ser tratados nestas unidades específicas, onde as intervenção vão passar a ser protocoladas”, sublinha o responsável. Questionado sobre a possibilidade de encerrar serviços nas unidades hospitalares do CHNE, António Ferrão garantiu que esta reestruturação não prevê o encerramento de nada, até porque, garante o clínico, os serviços de cirurgia “vão funcionar em todo o lado”.
“O plano é muito simples e prevê que cada unidade funcional esteja nas três unidades hospitalares. O que vai acontecer é que em função de cada especialidade e especialização das cirurgias, elas serão feitas numa unidade hospitalar ou noutra. Não se pode fazer cirurgia avançada do cancro do estômago, por exemplo, num hospital que não tenha as especialidades médicas complementares e cuidados intensivos”, esclarece António Ferrão.

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