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Turismo de Natureza sedeado em Bragança

Turismo de Natureza sedeado em Bragança
  • 30 de Junho de 2009, 09:31

Carlos Ferreira, antigo vice-presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano (RTNT), é o rosto da promoção das áreas classificadas do Norte, assumindo o cargo de administrador delegado do Turismo de Natureza.
Com a reestruturação das estruturas do turismo, foram criados produtos estratégicos para atrair visitantes às diferentes regiões. Quem visitar o Norte pode escolher entre o turismo de natureza, gastronomia e vinhos, turismo religioso ou turismo do património e paisagístico.
As potencialidades existem, mas Carlos Ferreira lembra que é preciso investir mais no sector turístico para que, no futuro, se possam colher os frutos ao nível económico. O investimento está por conta dos privados, mas a promoção cabe ao novo organismo instalado na capital de distrito, que ganha agora competências mais alargadas.
“As responsabilidades são no contexto da região Norte, abrangendo os 86 municípios, ao contrário do que acontecia com a RTNT, que se limitava aos 12 concelhos do distrito de Bragança”, explica Carlos Ferreira.
Na óptica do responsável, a promoção em escala é mais eficaz junto dos turistas. “A pessoa da Austrália não vêm para Portugal, tão pouco para Trás-os-Montes ou, até, para a Península Ibérica. Fazem um périplo pela Europa. Por isso, é importante ganhar dimensão, para podermos vender por sectores”, defende o administrador delegado.

Nordeste Transmontano tem potencial para se transformar num destino de turismo de natureza de excelência

As “terrinhas” foram ultrapassadas, ganhando expressão a promoção das áreas classificadas no seu todo. O turismo de natureza vai gerir todas as áreas protegidas do Norte, designadamente os Parques Naturais de Montesinho e Douro Internacional, Reserva do Azibo, Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Natural do Litoral Norte, Parque Natural do Alvão, Geoparque de Arouca e Reserva de Ponte de Lima.
No Nordeste Transmontano, a conservação da natureza nas áreas classificadas sobrepõe-se ao turismo, uma tendência que Carlos Ferreira pretende contrariar. “As áreas classificadas transformam-se numa potencialidade que pode ser vendida do ponto de vista turístico. Agora, as pessoas da região têm que investir para poderem ter o retorno económico”, enaltece o responsável.
Ao nível da promoção, a delegação do turismo de natureza trabalha, desde Março passado, na criação de material promocional que abrange as áreas classificadas de toda a região Norte. “Temos guias e mapas que se encontram em fase de conclusão e deverão ser lançados no próximo mês”, garante Carlos Ferreira.
Na óptica do responsável, tal como os algarvios fizeram há quatro décadas atrás, também os nordestinos podem ser capazes de transformar a região num destino de turismo de natureza de excelência, dentro de 30 anos. “As potencialidades existem, agora é preciso investir em infra-estruturas e concretizar o plano rodoviário para Trás-os-Montes, elementos importantes para cativar turistas”, conclui Carlos Ferreira.

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