EDP mostra obras em Picote e Bemposta
A escolha recaiu sobre estes dois emblemáticos empreendimentos hidroeléctricos construídos nas décadas de 50 e 60 do século passado, por se tratarem de obras de grandes exigências em termos de engenharia, devido às suas dimensões e complexidade de construção, levadas a efeito por dois consórcios nacionais liderados pelas empresas MSF (Picote) e Somague (Bemposta).
As duas empreitadas representam um investimento de cerca de 280 milhões de euros suportados pela EDP, sendo que, até 2012, as duas barragens irão ver aumentada em 125 por cento (Picote) e 80 por cento (Bemposta) a sua produção de energia limpa, indo ao encontro aos objectivos traçados pelo Governo, no âmbito do Protocolo de Quioto.
Em Picote, ficará instalada aquilo que os responsáveis pela EDP consideram, “uma das maiores turbinas da Europa para a produção de electricidade”. Para movimentar e colocar aquele equipamento de tecnologia de ponta, foi necessário instalar da maior ponte rolante alguma vez construída em Portugal, com um peso superior a 600 toneladas.
“Estes trabalhos exigem uma grande complexidade técnica e logística, pelo que são utilizados meios tecnológicos modernos numa estreita colaboração com o meio académico, já que as obras exigem a utilização de equipamentos, metodologias de escavação e execução de estruturas inovadoras e representativos do elevado nível nacional,” afiançam responsáveis da ANEOP.
Segundo o vice-presidente daquela entidade, Manuel Agria, muitas vezes os cidadãos não têm noção que as empresas portuguesas conseguem fazer frente às mais avançadas do mundo neste sector.
“Acho que há uma flagrante injustiça por parte do público, que não reconhece, talvez por estar mal informado, aquilo que são realmente as capacidades da engenharia nacional que é responsável por 11 por cento do emprego no nosso País”, avançou o responsável.
Sector da engenharia em Portugal está ao nível dos mais avançados em todo o mundo
A visita aos empreendimentos hidroeléctricos de Picote e Bemposta é o primeiro passo dado pela ANEOP para começar a divulgar os feitos das engenharias nacionais.
“Começamos pelas barragens porque são empreendimentos que não geram controvérsia, já que é um sector no qual os objectivos estão definidos e estão ser aplicados neste tipo de empreitadas”, garantiu Manuel Agria.
Recorde-se que estas duas empreitadas decorrem numa zona de grande sensibilidade ambiental, uma vez que as estão localizadas em pleno Parque Natural do Douro Internacional, sendo, por isso, necessária uma constante monitorização da fauna e flora.