Francisco Lopes versus José Sena
Oito anos depois, numa reunião partidária que decorreu no passado sábado, José Sena foi escolhido unanimemente para disputar as eleições de 11 de Outubro próximo.
Após a decisão, o candidato aponta o dedo ao executivo camarário de Vimioso para justificar este regresso à vida política. “Estou sempre disponível para lutar pela minha terra e contra a falta de investimento por parte da Câmara”, alega o candidato, que entre 2001 e 2005, enquanto presidente da JFA, diz ter sentido na pele o desprezo a que Argozelo foi votado. “Para esta Câmara, a minha terra só serve para dar receitas ao município, e são muitas porque é a segunda maior freguesia do concelho”, lamenta.
Segundo o empresário, as pessoas que ousaram lutar por Argozelo acabaram por se demitir. “Há 8 anos o senhor presidente esforçou-me imenso para levar um homem de Argozelo na lista. Quando esse homem, que é o Eng. Tó Oliveira, começou a exigir obra e mais obra, a primeira tentação do presidente foi que ele se demitisse”, recorda.
O candidato do PS relembra que o mesmo se passou com o ex-presidente da JFA, Luís Rodrigues, que também bateu com a porta, desmotivado que estava com a falta de apoio camarário.
Francisco Lopes enaltece o trabalho levado a cabo pela Câmara na freguesia
Visão diferente tem Francisco Lopes, que enaltece o trabalho levado a cabo na freguesia pela edilidade. A requalificação das minas de Argozelo e do campo de futebol, a conclusão do pavilhão desportivo, as obras levadas a cabo na ETAR e o asfaltamento em curso da estrada entre o Santuário de S. Bartolomeu e Coelhoso são algumas das bandeiras do candidato. Isto a juntar ao recinto de festas que vai nascer na zona da “cortinha”, que já deverá acolher as festas de Santa Bárbara e de Nossa Senhora das Dores deste ano.
Recorde-se que o candidato do PSD presidiu à JFA entre 1997 e 2001, vindo a perder as eleições de há 8 anos contra José Sena. Agora que está de regresso, Francisco Lopes garante que tudo fará para ser o porta-voz dos anseios dos argozelenses. “O único objectivo que me move é a minha terra e o seu futuro”, assegura, acrescentando que os 4 anos em que esteve à frente da JFA “foram de muito trabalho, muito esforço, muitas lutas, mas de muitas realizações e momentos gratificantes”.
Recorde-se que foi no mandato de Francisco Lopes que Argozelo foi elevada a vila, corria o ano de 1999. Volvido 10 anos, o empresário e contabilista diz estar “mais preparado para continuar o trabalho então interrompido”.