Em busca de um lugar ao sol…
Ao fim de nove anos a viver na Confederação Suíça, Rui Costa decidiu voltar a Portugal para abrir uma pastelaria. “Decidi voltar, em primeiro lugar por causa da minha filha, que estava cá, e depois porque quis tentar a minha sorte cá abrindo uma pastelaria. Pensei que Bragança estava diferente”, afirmou o empresário.
Quando abriu a pastelaria, tinha oito empregados, mas tudo foi mudando com o passar dos anos. “Tinha oito e mesmo assim éramos poucos. Não tínhamos mãos a medir com encomendas e como tínhamos aqui à porta o Mercado Municipal, diariamente, tínhamos sempre casa cheia. A localização era a chave do negócio”, afiança Rui Costa.
Sem o mercado municipal e com obras à porta que se foram arrastando no tempo, o empresário só conseguiu manter um funcionário. “ Presentemente não vem cá o número de pessoas que vinham por isso os oito empregados já não se justificavam. Agora tenho um funcionário e trabalho eu e a minha esposa. O que nos vai valendo são os clientes certos que temos que ainda preferem os nossos produtos de qualidade”, salientou Rui Costa.
Desagradado com o rumo que sofreu a Praça Camões, o proprietário equaciona a hipótese de voltar a voltar a emigrar para a Suíça. “Tenho que voltar a emigrar para a Suíça e rápido. Lá trabalha-se muito, é verdade, mas também sentimos o dinheiro no bolso. Aqui trabalha-se imenso e não vemos nada. É muito triste esta terra não saber acolher bem os seus filhos, aqueles que tentaram fazer alguma coisa por esta cidade”, conta o pasteleiro visivelmente entristecido.