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Resistência e velocidade a cavalo

Resistência e velocidade a cavalo
  • 4 de Agosto de 2009, 08:52

“O percurso foi considerado um dos melhores do país, no entender do responsável máximo da Federação Equestre Portuguesa. Um trajecto deste nível só é possível ser encontrado em Barcelona ou em alguns raids levados a cabo em França. De maneira que, penso ter sido uma escolha bastante feliz e do agrado de todos os participantes”, considera Augusto Morais, à conversa com o Jornal NORDESTE.
Cavaleiro e presidente da Associação Equestre de Bragança, descreve-nos o percurso, referindo-se a alguns dos seus pontos principais. “A saída do raid efectuou-se a partir do Castelo de Bragança, descendo a zona conexa ou mata, como é mais conhecida. A seguir S. Sebastião, Rua dos Olivais, em direcção à ponte sobre o rio Fervença que vai para Alfaião, aí virámos para o lado esquerdo descendo a margem direita do rio até à confluência com o rio Penacal. Neste ponto, subimos este último, fomos a uma zona de Alfaião que se chama Quinta dos Banheiros, passámos para a margem direita do rio Penacal, descemos até à zona de Cabeças das Freiras, passando novamente para a margem esquerda do rio onde se reúnem novamente o Penacal e o Fervença. Depois disso, fizemos o caminho inverso e regressámos ao castelo”.
Uma das particularidades do raid passa pelas diferentes distâncias, de 20, 40, 60 e 80 kms. No entanto, nesta última, não houve participantes. Inicialmente, estavam para integrar a prova os seleccionados para o raid da Europa a realizar em Itália dentro de alguns meses, mas “por motivos que nos são alheios esses atletas dos 80 kms falharam. Foi um imprevisto que aconteceu”, refere Augusto Morais.

Uma das particularidades do raid passa pelas diferentes distâncias a percorrer

O I Raid de Trás-os-Montes, contou com 22 conjuntos cavaleiro – cavalo, distribuídos pelas provas de 20, 40 e 60 Kms. Depois de cada prova, os cavalos foram submetidos a um rigoroso exame veterinário onde era medido o batimento cardíaco do animal. ”É um procedimento regular nos raids, pelo menos, nos concursos de promoção. O que está em causa é a segurança do animal, isso é fundamental. Antes de entrarem em prova e depois de a terminarem, os cavalos são vistoriados por veterinários credenciados, onde é controlado desde o batimento cardíaco ao estado geral do cavalo. Há um controlo deveras apertado sobre os animais de maneira a que estes não sejam sacrificados”, informa o cavaleiro. Deste modo, não interessa assim tanto chegar à frente pois pode dar-se o caso desse cavaleiro não ser o vencedor, havendo até uma fórmula que é aplicada em função do tempo de chegada e da recuperação cardíaca.
Questionado sobre a possibilidade de haver um segundo raid, o presidente é peremptório: “como os resultados foram animadores, no próximo ano, a nossa esperança é melhorar o raid, trazer mais participantes e criar uma prova de 80 kms mais uma estrela. Esta terá cerca de 90, 95 kms e prémios pecuniários. Será uma prova de velocidade livre, apesar de continuar a manter-se o controlo veterinário sobre os cavalos”, explicou Augusto Morais.

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