Reclusos terminam formação
Para o director do EPI, Mário Torrão, tratam-se de “encontros informais e comunhão de boas vontades que foram o sustentáculo do início de frutuosa cooperação, despida de interesses materiais e vocacionada para, através de acções de formação, dotar os reclusos de valiosos instrumentos, perseguindo a sua reinserção”.
Na óptica do responsável, “a preocupação em reinserir os desfavorecidos, os marginalizados da sociedade, enfim alguns filhos dos homens que nunca foram meninos, enaltece espíritos e enobrece actuações dos que repartem com os semelhantes experiências de coragem e altruísmo”.
Segundo o responsável interno da formação do EPI, João Madureira, esta iniciativa da CVP, “contribuiu, de forma exímia, para a promoção e amplificação de competências tão necessárias no processo reinsersivo, da partilha de conhecimentos, emoções e sensibilidades várias no espaço de reclusão”. Danilo Silva Mendes, formando de Manutenção e Reparação de Veículos a Motor, enaltece a oportunidade que foi dada pela Cruz Vermelha. “Conseguimos atingir mais conhecimentos e também passámos melhor o tempo. Fizemos algumas amizades e transmitimos à sociedade que nunca tinha tido contacto com reclusos que, afinal, não somos aqueles “bichos” que dizem”, salientou.
Também o Jorge Tiago, formador de Manutenção e Reparação de Veículos a Motor, sublinhou a vantagem de apostar em cursos do género. “Registei o quanto é importante a formação para quem, temporariamente, está excluído da sociedade. Foi uma mais-valia para eles, no sentido de adquirirem novos conhecimentos, ocupação do tempo, empenhamento e zelo”, acrescentou.