Jerónimo de Sousa constatou futuro ameaçado da Casa do Douro
Jerónimo de Sousa ouviu do representante dos cerca de 80 trabalhadores da Casa do Douro, Francisco Silva, as preocupações de quem tem três vencimentos e o subsídio de férias em atraso.
“Estivemos a discutir sobre os vencimentos em atraso. No final do mês de Agosto serão quatro meses. Desde 2001 que andamos nesta situação, a receber tarde e mal”, revelou.
Jerónimo de Sousa reunir a seguir com a direcção da Casa do Douro, e no final culpou o Governo pelo estado da instituição duriense.
“Esse equilíbrio mantido durante muitas décadas rompeu-se devido à obsessão deste Governo servir os interesses de grandes exportadores”, acusou, apontando ainda o dedo ao “Governo anterior, do PSD”.
O líder do PCP criticou ainda o Governo por não arranjar um mecanismo que possa salvar a Casa do Douro.
Por seu lado, o presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, disse que continua a compreender a situação dos 80 trabalhadores que têm quatro salários em atraso, mas que a solução está dependente de decisões políticas.
“Só temos duas ou três maneiras de arranjar receitas. Através das cotas, dos cadastros e da venda de vinhos. Se nenhuma destas situações se realizar temos de fechar portas, não vale a pena andar a inventar”, disse, acusando ainda as sucessivas “governações” pelo “mal” feito à instituição.
Preocupações que o presidente da Casa do Douro transmitiu ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na sua passagem pela Régua.
Escrito por CIR