Braço de ferro em Vimioso
Segundo o vice-presidente da CMV, Jorge Fidalgo, “o projecto de alteamento dos açudes está em curso há cerca de quatro anos, de modo a haver uma maior capacidade de retenção de água para os cerca de três mil habitantes que, nesta altura do ano, são servidos por aquele sistema”.
Segundo o autarca, “o parecer do ICNB, apesar de favorável, condiciona o aumento da capacidade de retenção de água e exige a destruição de açude já existente ”, o que, na óptica da edilidade, “não é favorável, porque, neste momento, há troços no rio Maçãs que estão completamente secos”, sublinhou Jorge Fidalgo.
O vice-presidente da CMV vai ainda mais longe e garante que a solução apresentada pelo ICNB significaria que houvesse o mesmo caudal de água disponível, mas com maiores custos.
“Os técnicos do INCB não devem conhecer bem a situação, pois vêm cá de vez em quando.
Hoje mesmo o rio está seco e as populações sem água, o que faz com que o município gaste uma verba significativa para o transporte de água em auto-tanques e abertura de furos artesianos”, argumenta Jorge Fidalgo.
Por seu lado, o ICNB, em nota enviada ao Jornal Nordeste, sempre vai dizendo que a intenção é a da preservação dos habitats naturais, já que aquele curso de água atravessa uma Zona de Protecção Especial.
No mesmo documento, aquele organismo avança que deu “parecer favorável condicionado à aplicação de algumas medidas específicas destinadas a compatibilizar o abastecimento de água com a manutenção dos valores naturais”.