CHNE lança campanha para prevenir infecções
O processo de boas práticas teve início no ano passado, arrancando, agora, o trabalho de proximidade com os profissionais que lidam directamente com os doentes, através da colocação de cartazes informativos em pontos estratégicos e do reforço das soluções alcoólicas nas três unidades hospitalares.
O vogal do conselho de administração do CHNE, António Marçôa, realça que o processo se desenvolve em quatro fases, estando a instituição a trabalhar na terceira. “A primeira consistiu na recolha de dados e na nomeação dos coordenadores da campanha, depois fez-se a avaliação base da higienização dos profissionais, adquirimos e disponibilizamos a solução alcoólica em todos os serviços e elaboraram-se relatórios. Agora estamos a implementar a campanha e, posteriormente, será feito o controlo de resultados”, explicou o responsável.
Mesmo assim, o director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, lembra que é necessário continuar com acções de sensibilização. “Não podemos parar. Temos que contrariar a tendência das pessoas em deixarem de fazer. Por isso, a campanha tem que continuar”, rematou o responsável.
Esta intenção é reforçada pelo coordenador da campanha, Telmo Afonso, que explica o funcionamento da iniciativa “Medidas Simples Salvam Vidas”. “A higienização é feita em cinco momentos: antes do contacto com o doente, antes do contacto com fluidos, após o contacto com fluidos, após o contacto com o doente e após o contacto com o ambiente envolve ao doente”, explica o enfermeiro.
Profissionais que trabalham nos serviços de Urgência, Bloco Operatório e Cuidados Intermédios são os mais resistentes à campanha
Telmo Afonso salienta que a percentagem das infecções no CHNE correspondem aos números divulgados pela Direcção Geral de Saúde, que estima que com a implementação destas medidas a taxa de 14 por cento de infecções hospitalares pode diminuir na ordem dos 5 por cento.
Apesar da resistência de alguns profissionais, o coordenador da campanha realça que se tem notado um pequeno aumento no consumo da solução alcoólica. No entanto, ainda se registam más práticas nalguns serviços, como, por exemplo, na Urgência, Bloco Operatório e Cuidados Intermédios.
E como num hospital o tempo salva vidas, Telmo Afonso lembra que com a solução alcoólica se gastam, apenas, 20 segundos a fazer a higienização correcta e que este gesto simples também pode salvar vidas.
As pessoas que se deslocam ao hospital para visitar doentes também devem fazer a higienização das mãos, recorrendo à solução alcoólica disponível nos corredores.