Festa da História salta muralhas
A peça de teatro “Ascensão e Glória de D. Mendo Alão – o Braganção”, organizada pela Associação de Arte e Cultura – Bragança Histórica, marcou a primeira noite da Festa da História, que acolheu, no interior do castelo, mais de mil pessoas.
O espectáculo contou com a participação de mais de 100 personagens, entre actores e figurantes, tendo participado, pela primeira vez, elementos do grupo de teatro de Zamora (Espanha).
Depois do sucesso da primeira parte da história, o encenador António Afonso confessa que ainda falta mostrar um episódio, não menos importante, em que entra esta figura incontornável da história de Bragança.
“D. Mendo Alão é uma personagem fascinante, por isso será contada a parte do seu casamento com a princesa da Arménia numa próxima oportunidade”, desvenda António Afonso.
Durante os três dias da Festa da História foram muitas as actividades realizadas no interior das muralhas.
Acampamento medieval, entretenimento de guerreiros, exibição de esgrima, falcoaria e cetraria, caretos e gaiteiros, teatro de rua, demonstrações de tiro ao ar e malabaristas foram algumas das iniciativas que transformaram o castelo de Bragança num atractivo para os visitantes.
Festa da História será alargada à parte envolvente ao castelo com a realização de novas actividades
A par destas actividades, o assalto ao castelo, o torneio medieval e as danças medievais também marcaram o evento.
Este ano, pela primeira vez, também se realizaram actividades fora das muralhas, nomeadamente na Praça da Sé ou na Praça Cavaleiro Ferreira, com animação medieval para as pessoas que iam passando por ali durante o fim-de-semana.
“A Festa da História deu mais um salto e no próximo ano queremos que seja ampliada à parte envolvente ao castelo, com novas actividades”, desvendou o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes.
Apesar desta festa atrair um grande número de espanhóis, até porque é organizada por uma empresa espanhola, o número de artesãos lusos já se fez notar. “As Festas da História são uma oportunidade para todas as pessoas”, defende o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, Jorge Novo.
A viagem à história de Bragança custou cerca de 250 mil euros aos cofres da autarquia.