GNR identifica Bombeiros
Ao que foi possível apurar, o 2º comandante dos Bombeiros Voluntários de Vimioso e um chefe de grupo chegaram a ser identificados pelos militares do GIPS, uma situação que está a gerar mau estar no seio dos bombeiros do distrito de Bragança.
Durante a acção terá havido insultos, ameaças e bombeiros a pedir para serem algemados. “O mau estar entre as duas forças surgiu após a decisão dos bombeiros no terreno de fazer um contra fogo autorizado, como forma de supressão do incêndio”, contou fonte dos bombeiros.
Por seu lado, o presidente da Liga do Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, disse que as relações entre agentes de protecção civil têm de ser cordiais e pautadas pelo respeito mútuo. “Por um lado, há um problema de uma lei bizarra, que retira aos bombeiros a capacidade operacional de decidirem a utilização do contra fogo como uma técnica de supressão. Esta técnica sempre foi utilizada e com sucessos reconhecidos. Se houver um excesso de zelo pela força de segurança, a lei conduz a situações desagradáveis, como a que aconteceu”, frisou o responsável.
Presidente da Liga dos Bombeiros pede clarificação da lei para evitar mal entendidos
Duarte Caldeira vai mais longe e diz que nesta situação, como noutras que já aconteceram, os bombeiros são tratados como “ pirómanos ou criminosos”.
“A utilização do contra fogos é uma matéria que tem de ser clarifica. Nesse sentido, voltaremos a abordar o Ministério da Administração Interna para que a situação seja revista, para acabar com alguns excessos de zelo por parte do GIPS”, avançou o presidente da Liga.
O responsável não quer ver os soldados da paz limitados no exercício da sua função, já que a técnica do contra fogo é uma matéria que lhes é ministrada durante a sua formação e lhes que confere capacidade para o exercício das missões de combate a incêndios.
Situações deste género acontecem como mais incidência nos distritos de Bragança e Vila Real.