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Candoso: terra da maçã e amêndoa

Candoso: terra da maçã e amêndoa
  • 7 de Outubro de 2009, 11:07

À medida que se percorrem as ruas principais, as tonalidades fortes com que casas tradicionais foram tingidas e os cheiros típicos de aldeias pequenas avivam memórias. Janelas, portadas, ombreiras e ruas calcetadas completam o quadro idílico daquela aldeia que dista sete quilómetros de Vila Flor.
A pouco e pouco, os habitantes da freguesia foram construindo perto da Estrada Nacional 214, pelo que o antigo centro de Candoso acolhe, agora, os edifícios mais antigos e o património mais relevante da aldeia, como a igreja matriz, a capela e o lugar dos Mitalmas ou Milalmas. Trata-se de um local onde, segundo as crenças populares, terá decorrido uma batalha entre portugueses e castelhanos. Um documento do Arquivo distrital de Bragança comprova que, de facto, se deu uma luta entre João Rodrigues Carreiro de Castela e um servidor do português Mestre de Avis.
Já sobranceira à estrada entre Vila Flor e Carrazeda de Ansiães, ergue-se a Fraga do Ovo, cartão de visita de Candoso. Da família das pedras bolideiras, este tipo de rochas eram utilizadas pelos povos pré-históricos para prestarem culto aos seus deuses, o que, para alguns, significa que a freguesia há muito que é povoada.

Produção de frutos chegou a ser vendida ao Complexo Industrial do Cachão

Predominantemente dedicada às actividades agrícolas, Candoso ainda vive muito da produção da maçã e da amêndoa. Apesar das quantidades comercializadas não serem as mesmas que as de alguns anos atrás, parte da população continua a tirar proveito da produção e venda destes produtos.
“Agora, apenas dois ou três produtores têm realmente lucro com a maçã e a amêndoa, pois apanham toneladas, que vendem para algumas câmaras municipais e outras instituições”, informou Maria do Céu, uma habitante de Candoso.
Guilhermina dos Santos, que comercializa a sua produção na sua própria casa diz que os lucros já não são o que eram. “Antigamente, era rentável, pois vendíamos para o Cachão em grandes quantidades”, recordou.

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