Música em “bandas de garagem”
O mais importante, realça o autarca, “é o apoio incondicional prestado aos jovens músicos da nossa terra, conferindo-lhes a oportunidade de se mostrarem em diferentes contextos, como o dia da música, as verbenas e festas de escola”. Por isso, “esta iniciativa será para perdurar, se for esse o anseio dos músicos e houver bandas suficientes que demonstrem essa vontade de tocar”, realça o responsável.
O espectáculo, com uma duração aproximada de duas horas, permitiu a cada banda interpretar dois temas, já que, cada uma, dispunha apenas de 10, 15 minutos, para mostrar o seu valor. Também no final dos concertos, Victor Gomes, professor de música e, ele próprio, um conceituado artista, foi homenageado pela vasta contribuição que tem prestado, não só à música, como também ao desenvolvimento de jovens por todo o Nordeste Transmontano.
Eskuadrão Furtivo, os representantes do hip-hop brigantino
Constituído por dois elementos, Luís Gonçalves, 21 anos, aka B-Fatz, e Jorge Rodrigues, de 24, aka MK, o Eskuadrão Furtivo começou em 2004, numa altura em que o B-Fatz era o puto XL, e havia mais dois elementos no grupo, o Sniper e o Raro, além do mc MK. Depois, foram saindo e entrando outros elementos mas a base manteve-se até hoje com os mesmos dois protagonistas.
Foi colocado por MK, um álbum à venda na Fnac, onde participa Fuse, dos Dilema, um senhor do hip-hop tuga, e que já esgotou, lançado por uma editora e cujo título é “Capítulo Obsceno”. Composto por 14 temas, um dos mais conhecidos entre as hostes brigantinas é “Cidade do Pecado”, featuring Raro e produzido por Pipe, que podem conferir no Youtube.
MK, que produz os instrumentais num programa informático de nome Reason, planeia lançar uma mixtape em Janeiro, que se intitulará “Identidade”. Também B-Fatz planeia fazê-lo mais tarde, “talvez” para Março ou Abril. Isto porque, ambos têm algo a dizer. O trabalho conjunto dos dois elementos que compõem o Eskuadrão Furtivo estará nas lojas, em princípio, no final do próximo ano.
Quanto ao hip-hop, em Bragança, tem evoluído muito, refere B-Fatz. “No início, existíamos nós e os concertos tinham 5 ou 6 pessoas. Hoje em dia, fazemos actuações com a casa cheia e isto deve-se em parte ao MK, pois foi o único, nesta cidade, a lançar um álbum através de uma editora que esteve à venda na Fnac”.
Actualmente, “temos mc´s, produtores, pessoal a dançar, beatbox e há mais bandas, o que é sempre um passo em frente”, revela o rapper.