Rio adormecido revela perigos
José Carlos, da Associação Protectora Amigos do Maçãs, testemunha que há, neste caso, “negligência”, referindo que, “o mal é não pensarmos nos outros ou naquilo que nos pode acontecer amanhã ou passado”.
“O Rio Maçãs arrisca-se a ver trocada a sua reputação de zona de lazer por zona de perigo, já que, há muitas pessoas, no Verão, que aproveitam o calor para se banharem nas suas águas”. “Em causa”, está também, “a saúde pública de todos os que moram na proximidade do rio”, isto porque, “algumas das populações são abastecidas por ele”, defende José Carlos.
A Câmara Municipal de Bragança clarifica a sua intenção de responsabilizar a empresa Estradas de Portugal, por ser ela a responsável máxima da obra, tendo contratado vários empreiteiros e subempreiteiros que, consciente ou inconscientemente, deixaram para trás elementos de perigosidade elevada, sobretudo, para as populações mais próximas que, correm o risco de “pagarem a factura”.
Há que, “levantar um auto de contra-ordenação, aguardar o prazo que é concedido para procederem à remoção do entulho depositado”, avisa o edil Jorge Nunes.
Não o fazendo, acrescentou o autarca em declarações à SIC, “a Câmara procederá por meios próprios à remoção e adiciona ao valor da coima o custo correspondente à limpeza”.