PS vence em Miranda e Alfândega
“Sempre afirmámos que um bom resultado era ficar com as quatro Câmaras que já tínhamos e isso confirmou-se. Houve uma vitória clara do PS”, enalteceu o presidente da distrital, Mota Andrade.
O socialista enaltece, ainda, o trabalho desenvolvido pelos candidatos rosa para alcançarem uma “vitória inquestionável”. “Os autarcas do PS honraram o partido”, sublinhou Mota Andrade.
Em Mirandela, os socialistas conseguiram um resultado histórico, com 25,25 por cento da votação, ultrapassando claramente o CDS (16,6 por cento), que, em 2005, foi a segunda força política mais votada. “Partimos com zero vereadores e conseguimos eleger dois vereadores. O PS volta a ser o segundo partido mais votado nas autárquicas”, sublinha o presidente da distrital.
Mota Andrade enaltece, ainda, o resultado alcançado pelo partido rosa em Vinhais (68,4 por cento). “Américo Pereira teve a maior vitória do distrito em termos percentuais”, enaltece o responsável.
No distrito de Bragança, o PSD perdeu duas Câmaras, diminuiu o número de votos e perdeu mandatos. Analisando os resultados, os sociais-democratas conseguiram 31,4 por cento dos votos (31.098 votos), ao passo que os socialistas alcançaram 38,16 por cento (37.786 votos).
Jorge Gomes não assume a vereação na Câmara, ao passo que Humberto Rocha garante que vai estar presente da primeira à última reunião
Na reacção aos resultados, o presidente da distrital do PSD, Adão Silva, afirma que a principal razão dos sociais-democratas terem perdido votos foi o “efeito de contágio” das legislativas, em que o PSD ganhou no distrito, mas perdeu no País. “Isto verificou-se nas Câmaras em que estávamos taco a taco, como foi o caso de Alfândega, Miranda e Moncorvo”, justificou o responsável político.
Adão Silva reconheceu, ainda, a “qualidade” dos candidatos socialistas. “Foram superiores. Honra lhes seja feita”, rematou Adão Silva.
Na capital de distrito, os sociais-democratas venceram com maioria, mas perderam votos e freguesias para o PS e para a candidatura Independente. “O eleitorado estava muito dividido com seis candidaturas, por outro lado a taxa de abstenção na cidade foi elevadíssima, o que penalizou a nossa candidatura”, justificou Jorge Nunes.
Com 48,19 por cento dos votos, o PSD elegeu quatro vereadores, o PS (27,56 por cento) elegeu dois representantes e o candidato independente Humberto Rocha (16,14 por cento dos votos) foi eleito vereador. “ Vou estar presente da primeira à última reunião. Queremos ser uma oposição responsável, mas não seremos muleta de ninguém”, esclareceu o candidato.
Já o candidato do PS, Jorge Gomes afirmou que estes resultados não são uma derrota, mas garantiu que não vai assumir a vereação nem vai voltar a candidatar-se às eleições autárquicas. “Consegui manter o resultado do PS. Agora a minha vida em termos do poder autárquico termina hoje (anteontem)”, concluiu o socialista.
Aquém das expectativas ficou o candidato do CDS-PP, Guedes de Almeida, que obteve 508 votos, embora o partido regresse à Ass. Municipal.