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Poiares: agricultura entranhada na beleza da paisagem

Poiares: agricultura entranhada na beleza da paisagem
  • 27 de Outubro de 2009, 14:54

A “Calçada de Alpajares”, também conhecida por “Calçada do Diabo”, classificada como Imóvel de Interesse Público, é uma verdadeira relíquia que se estende ao longo do Douro e atrai visitantes de diversos pontos do País. Por aqui pode-se fazer um passeio pedestre de 8 quilómetros, por um caminho sinuoso, com passagem obrigatória por alguns pombais e por sepulturas antropomórficas cavadas no xisto preto.
Classificada em 1997, a calçada integrava a via romana de carácter secundário que atravessava o Douro (nas imediações de Barca d`Alva) e a ribeira de Mosteiro, até chegar ao Planalto Mirandês. Actualmente, restam, apenas, alguns dos troços originais, que, em ziguezague, dão acesso ao muralhado do povoado de S. Paulo, edificado na Idade do Ferro, onde se encontram vestígios dos períodos romano e medieval.
A par da história, a calçada também está associada a uma lenda que torna este local ainda mais mítico (ver caixa).
Seguindo viagem pelas paisagens durienses encontramos mais vestígios arqueológicos. Entre as Serras do Marão e de Avões ergue-se o “Castelo de Alva”, com potencialidades defensivas e um controle visual sobre um vastíssimo horizonte. Este património remonta à ocupação romana, a julgar pelas ruínas do povoado fortificado conhecido por S. Paulo.

Agricultura é a principal fonte de rendimento numa freguesia privilegiada pelos encantos da paisagem

A beleza do rio Douro proporciona mais uma viagem até ao miradouro Penedo Durão. Este é um local abençoado pela natureza, que se encontra devidamente aproveitado e oferece às pessoas condições únicas para poderem desfrutar de um panorama fascinante sobre o Douro Internacional. Do varandim a que se tem acesso pela escadaria em xisto avistam-se as águas do rio que se vai recortando com a imponência rochosa das serras que ladeiam o vale.
Dentro da localidade de Poiares, os visitantes podem, ainda, apreciar os recantos da igreja matriz, datada de 1962, e as quatro capelas espalhadas pela aldeia.
Quem vive aqui orgulha-se do património, mas defende que o turismo devia ser mais aproveitado em termos económicos.
A agricultura é a principal fonte de rendimentos, tanto para as pessoas com mais idade, como para os jovens que decidiram ficar na sua terra natal. A azeitona é a principal produção, à qual se juntam o vinho e a laranja produzidos nos terrenos situados nas encostas do Douro.

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