REFCAST reforça a fileira da castanha
A candidatura, denominada Reforço Estrutural da Fileira da Castanha, envolve uma verba de 80 milhões de euros, em grande parte proveniente do ProDer, destinados a dinamizar o sector, desde a preparação dos terrenos para os soutos até à colocação do produto na mesa.
Tendo a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro como chefe de fila, o REFCAST envolve toda a região de castanha de Trás-os-Montes, que em conjunto definiram uma estratégia adaptada a cada sub-região produtora.
Na Terra Fria Transmontana, por exemplo, a primeira fase será a arborização, de modo a aumentar para o dobro a área dos castanheiros. “Neste momento, temos uma produção de 25.694 toneladas, a que corresponde uma área de soutos de 10.468 hectares. A ideia é duplicar a área de plantação e esta produção”, avança o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira.
Para tal, todas as regiões que produzem castanha serão dotadas de equipas de técnicos que actuarão no campo, especialmente no combate às doenças do castanheiro. “Cada concelho terá equipas de técnicos que se encarregam de garantir a sanidade dos soutos”, explica o autarca.
Depois há que investir no armazenamento para evitar o apodrecimento e na primeira calibragem, tarefa que terá que ser feita nas próprias explorações.
“Há trabalhos que os próprios produtores podem fazer, mas que não fazem porque não têm conhecimentos nem equipamentos para isso”, recorda Américo Pereira.
Por isso, outras das vertentes do REFCAST é o apoio às 3 unidades de armazenamento e tratamento que já existem na região, bem como as que surjam futuramente. “A ideia é financiar estas e outras que queiram aparecer, no sentido de apostar nos produtos finais da castanha, para as pôr no mercado em fresco ou transformadas”, acrescenta o responsável
“Temos que agarrar a castanha como algo que pode, decisivamente, contribuir para a melhoria da vida dos agricultores do concelho”
A Rural Castanea 2009 acolherá a apresentação destas medidas, que se dirigem aos agricultores, associações do sector e instituições ligadas à castanha. “Temos que agarrar a castanha como algo que pode, decisivamente, contribuir para a melhoria da vida dos agricultores do concelho. É a nossa esperança”, confessa Américo Pereira. Foi neste sentido que, há 4 anos, a autarquia lançou a Festa da Castanha, um certame que, a par da Feira do Fumeiro, já é um cartaz do concelho. “Esta feira serve para explicar a vantagem de acrescentar valor à castanha, nomeadamente através da transformação. Por último, queremos valorizar a gastronomia da castanha e, também, lançar o turismo dos soutos”, avança o autarca.