Só faltou a estrelinha na concretização
A maior compleição física dos locais, veterania de atletas com experiência nos escalões superiores, a expulsão de Patrick (muito importante na manobra do cinco base actual) nos minutos iniciais, e a diferença de níveis de concretização pesou muito no jogo, ajudando a desequilibrar o resultado.
Diferença no resultado que também foi ajudada na sua dilatação pela excelente atitude dos macedenses. Nunca viraram a cara à luta, nunca deitaram a toalha ao chão lutando sempre com sentido de baliza por reverter o marcador a seu favor. Houve alturas que o público afecto à equipa da casa se rendeu, tributando as jogadas ao primeiro toque com ovações, terminadas em remates que aqueciam a madeira do keeper local ou defesas de grande qualidade. E é sabido, atacar com “cinco zero” é muito arriscado, e quando a compleição física pesava na recuperação de bola, o placar aumentava o score dos locais.
Reconhece-se justiça ao vencedor, mas a diferença foi demasiado grande e não espelha o que se passou dentro das quatro linhas. E tem de se fazer justiça aos transmontanos pelo trabalho de formação, mesmo desfalcados a jogar com juniores e juvenis, a qualidade e atitude no jogo não foram diferentes de quando jogam na sua maior força. A única diferença esteve na compleição física e na falta de experiência em situações pontuais.
Quanto aos árbitros, um trabalho de excelência e não podem ser penalizados pelo porte atlético e por colaborarem no espectáculo deixando jogar.