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Morto em combate

Morto em combate
  • 17 de Novembro de 2009, 10:09

Ao serviço do corpo de Pára-quedistas, Manuel Geraldes tinha 22 anos quando padeceu em Guidage, no Norte da Guiné, tendo sido sepultado “sem honra nem glória”.
Graças à União de Pára-quedistas Portugueses (UPP), foi possível trasladar as ossadas de Manuel Geraldes e os restos mortais de dois militares afectos ao Exército.
“Entendemos que deveríamos trazer, também, os restos mortais dos homens do Exército, se encontravam sepultados em campas paralelas às dos militares pára-quedistas”, justificou o presidente da UPP, Avelar de Sousa.
Segundo o general, o Estado deveria ter “um papel mais activo” no resgate dos restos mortais daqueles que ainda se encontram sepultados nas ex-colónias.
Luís Geraldes, um dos irmãos do ex-combatente, não escondia a emoção. “Pela família já há muito tempo que cá estava, mas era tão longe e não havia posses para fazer as trasladação dos restos mortais. Agora está em repouso na sua terra”, explicou.
Todos os que se cruzaram com Manuel Geraldes recordam um jovem alegre, brincalhão, amigo do amigo, trabalhador e honesto.
“Onde estivesse o Manuel havia sempre brincadeira. Teve de deixar tudo o que tinha para responder a uma acto de patriotismo e é pena que os nossos políticos não tivessem este sentimento, pois quase desprezaram esses combatentes ”, recorda Domingos Pimentel, amigo de infância do malogrado combatente.
As cerimónias fúnebres foram sempre acompanhadas com honras do Exército.

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