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“Pão e circo para o povo!”

“Pão e circo para o povo!”
  • 17 de Novembro de 2009, 10:47

Sabemos com quem se casam, os seus desgostos e as suas alegrias, os sucessos. E, de repente, estar nesse meio, na 5ª maior televisão do mundo, onde a iluminação e os estúdios são à séria, é, de facto, uma experiência memorável e indescritível também. Neste momento, exportamos para todo o mundo. A novela que eu fiz está a ser vista em Miami, na Índia, no Cazaquistão, é um mercado planetário.

2 @ O Brasil, sobretudo, o Rio de Janeiro, está a braços com o crime favelado e assiste a 20 assassínios por dia. Percebeste essa violência durante a sua estadia?

R: O Rio de Janeiro é uma cidade onde habitam muitos milhões de pessoas e onde as diferenças sociais são enormes. Claro que as coisas acontecem e temos de ter cautela. Em Roma sê romano. É como no Brasil. Claro que, se vais com um bom relógio e uma máquina fotográfica maravilhosa, aí estás sujeito. Eu lá andava de chinelos, uns calções e uma tshirt e ia a todo lado, mesmo a bailes de Carnaval em favelas. Isto antes de fazer a novela e quando ainda não era conhecido. Já fui lá 13 ou 14 vezes, nunca vi um assalto e nunca fui assaltado.

3 @ Durante uma vida de artista, bebeste imensas influências e criatividades ambíguas. Actualmente, o que mais te inspira?

R: Tudo! A vida inspira-me! Tive vários mestres e todas as pessoas com quem queria trabalhar eu trabalhei. Tive a sorte de ter sido sempre com os melhores. Também me inspiro em espectáculos lá fora, vou muitas vezes a Nova Iorque, a Londres, ao Brasil. Outra arma recente dos artistas é a Internet com o Youtube, dá-nos prendas soberbas e funciona como fonte de inspiração.

4 @ O que consideras ser inaceitável num ser humano?

R: A maldade!

5 @ Uma viagem de sonho contigo teria que país desconhecido ou cidade como destino?

R: Gostava muito de ir à Índia! Pela cultura…Essa viagem terá de ser feita com calma, 15 dias, pelo menos. Também tenho curiosidade em ir à Austrália.

6 @ Qual o comediante ou actor português que satisfaz as suas delícias?

R: Tenho vários, mas talvez o Herman seja o mais representativo. Divirto-me muito com o João Baião, que tem uma energia inexplicável. Os Gatos também, com aquele tipo de humor político que antes não existia neste país.

7 @ Como é que consideras o panorama cultural em Portugal?

R: As coisas evoluíram muito desde que eu me estreei. Primeiro, estamos a fazer esta entrevista num teatro maravilhoso que há 20 anos não existia. Todas as cidades de Portugal, maiores e mais pequenas, e eu com o Paranormal tive a oportunidade de me aperceber disso, têm teatros muito melhores do que a capital. Antes, as pessoas não iam muito ao teatro. Actualmente, com a massificação dos media, o teatro tornou-se moda.

8 @ Numa conjuntura de crise económica, pandemia, tensões bélicas e mundiais, a cultura deve ter um lugar de destaque na mente da classe política?

R: Mal do povo que não preserva a sua cultura! Tanto que, a classe politica já reparou nisso! Ao povo tem de se dar pão e circo! Pão para o corpo e circo para o espírito.

9 @ Dizem que dentro da classe artística, os actores são os mais interessantes. Confirma-se?

R: Completamente! Os actores são seres especiais e raros. São pessoas cultas, interessantes e observadoras.

10 @ Se a vida selvagem fosse um filme, que animal interpretarias?

R: Um macaco! Ainda por cima é o meu signo chinês. Eu sou muito macaco! Os animais percebem quando alguém gosta verdadeiramente deles e os macacos, esses amestrados, gostam muito e vêm logo para ao pé de mim… São malucos e curiosos!

11 @ Se o Planeta Azul se extinguisse em 24 horas, o que aproveitarias para fazer no pouco tempo que te restasse?

R: Juntava os meus amigos e fazia uma festa de 24 horas. E olha, morríamos felizes…

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