Tempo não ajudou
No que toca às equipas foi quase sempre melhor o Sendim, que tacticamente foi sublime, adaptou-se rápido, mas não soube tirar partido na frente de ataque.
Migalhas foi o inimigo número um, com uma exibição de se lhe tirar o chapéu. Depois de ser chamado com frequência, Nuno defendeu o necessário. O Vinhais não viu Tiago, a sua jóia da coroa, que esteve longe e justificado, pois a “piscina” não é a arte deste grande jogador. Também Márcio não jogou, devido a castigo, mas era o TGV necessário para tirar partido do facto de Alves ter 40 anos, experiência, mas já não tem velocidade.
Depois Carlos Garcia cometeu um erro de leitura de jogo. O técnico da equipa da terra do fumeiro rendeu o ponta de lança Rui, que para alem de ser um jogador rápido entre os centrais (perdeu três ocasiões de golo), fazia com que a turma do Planalto não subisse muito no campo, ao prender duas peças essenciais no xadrez do Sendim. O jogo vinhaense estancou nas transições e os jogadores adversários usaram os lançamentos para o rápido Alex, que perdeu duas boas ocasiões, também por mérito de Nuno. Os dois golos foram muito duvidosos (duas grandes penalidades). Houve, ainda, erros, um do juiz, outro do auxiliar, ao deixar passar um claro fora de jogo, mas tiveram o condão de não interferir na eliminatória. No entanto, Rui Paulo apitou 3 jogos num dia, o que é exagerado. O Vinhais necessita de um jogador para segurar o miolo e não se pode descuidar com jogos de competição, onde a regularidade é o ponto forte. Já o Sendim mostrou ter um treinador de larga capacidade táctica e vai dar trabalho nos próximos compromissos.