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A ponte ainda é uma miragem

A ponte ainda é uma miragem
  • 24 de Novembro de 2009, 10:57

A reivindicação já consta duma petição que será entregue ao Ministério das Obras Publicas, Transportes e Comunicações e ao seu congénere espanhol.
Trata-se duma ponte ambicionada pela população raiana, há mais de uma década, mas ainda sem respostas por parte dos governos dos dois países.
Recorde-se que, no início do ano, responsáveis locais de ambos dos lados da fronteira promoveram uma manifestação pró-ponte durante a Cimeira Ibérica que decorreu em Zamora, mas o assunto acabaria por passar ao lado da agenda política.
José Vicente, representante da Associação Ibérica “Puente”, explica que a decisão de enviar a missiva aos dois governos ibéricos é mais uma forma de luta para alertar as consciências dos governantes da Península Ibérica. “Do lado espanhol há abertura para construir a ponte. A decisão cabe ao governo regional de Castela e Leão, pois trata-se duma estrada inserida na rede autonómica. Do lado português nunca tivemos uma resposta”, lamenta o responsável.

Travessia une autarcas e associações empresariais de ambos os lados de Portugal e Espanha

Na opinião do vice-presidente do município de Mogadouro, João Henriques, “para os espanhóis que se queiram deslocar à Galiza, esta travessia constitui uma mais valia, já que encurta o tempo de viagem e, ao mesmo tempo, reforça a interligação entre as localidades raianas”.
O autarca, que também é um dos signatários do documento, classifica a ligação de “fundamental” para o comércio e indústria da região. “Não faz sentido continuarmos separados s por um curso de água com escassos metros de largura”, frisou.
Barnabé Cascon, secretário-geral da Confederação de Empresários da província de Salamanca, alinha pelo mesmo diapasão. “Tentamos, sempre, apoiar todas medidas que surjam no âmbito do desenvolvimento transfronteiriço. Temos a certeza que os custos com a construção da ponte serão menores dos que os benefícios que poderá trazer”, garante o responsável.
Por seu turno, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Mogadouro, Horácio Sá, recorda que esta aspiração já tem 10 anos. “Temos estado na linha da frente desta luta, porque é preciso criar intercâmbio comercial entre os dois lados da fronteira, porque ambas são regiões desfavorecidas”, considera o dirigente.
Já o alcaide de Aldeia de Ávila, Santiago Hernadez, garante que não pode haver cooperação transfronteiriça se não houver acessibilidades. A título de exemplo, uma viagem entre Mogadouro e esta localidade espanhola demora cerca de uma 1:15 horas. “Com a ponte, a viagem não demoraria mais de 20 minutos”, reparou o autarca castelhano.

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