Aprender matemática a brincar
Durante um ano serão muitos os estudantes do distrito que passarão por aquele espaço, para desvendarem os segredos da Matemática, uma ciência que está sempre presente no dia-a-dia.
Na passada quinta-feira, foi a vez de um grupo de alunos da Escola de Mogadouro, que, a par da Matemática, também puderam descobrir a magia da experimentação. No âmbito da Semana da Tecnologia, o CCV aliou-se ao Centro de Investigação do Instituto Politécnico de Bragança, para mostrar aos alunos que as coisas complexas são feitas a partir de coisas simples.
“A experiência ‘Docinhos de fruta tecnológicos’ consistiu em montar uma célula fotovoltaica, utilizando corantes naturais vermelhos, iguais àqueles que existem no doce de cereja, de amora, de mirtilo, em vez de usarmos clorofila. O processo da célula fotovoltaica é muito semelhante à fotossíntese, que é o processo através do qual as plantas captam energia luminosa e a convertem em energia química”, explicou o investigador do IPB, Luís Cabrita.
Esta iniciativa cativou os jovens, mas, perante a Matemática, demonstraram algum receio em descobrir os enigmas.
“Quando se fala em Matemática os alunos têm logo tendência para fugir. Por isso, pretendemos acabar com o tabu que esta ciência é complicada. Se virmos bem todos os jogos são materiais fáceis de manipular e chegamos à conclusão de que a matemática não é assim tão difícil como parece”, salienta Cristina Cadavez, professora de Matemática destacada no CCV. Os materiais para a exposição vieram da Universidade do Porto e vão estar patentes no CCV até ao final de Junho do próximo ano.
A par da mostra, também está a decorrer um concurso, denominado “Onde é que está a Matemática?”. As inscrições estão abertas até ao final de Janeiro para alunos do 1º ao 12º ano.