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Nos corredores do poderio europeu

Nos corredores do poderio europeu
  • 2 de Dezembro de 2009, 10:34

O avião partiu de Lisboa às 19:40 para chegar ao Aeroporto Internacional de Bruxelas já perto da meia-noite. Uma responsável da organização esperava pelos jornalistas e foi aí que começámos a ver quem era quem e a organizarmo-nos para seguirmos para o hotel HUSA President, ao qual chegámos pouco passava da meia-noite.
Na sexta-feira, sem imprevistos, o dia madrugou cedo e o caminho até ao PE fez-se de metro. Depois de 3 estações e 2 trocas de linha, seguimos a pé. Em 15 minutos, avistámos o Parlamento Europeu e à hora prevista, 9:30, marcámos o ponto.
Depois de aguardarmos pelos restantes colegas, fomos identificados e entrámos no majestoso edifício, pela porta lateral. “Este é o local por onde entram as visitas”, alguém disse. Seguiu-se uma revista minuciosa e um detector de metais, não levássemos algum cocktail molotof. Seguimos para uma sala onde se deu o encontro entre “nós” e os bloquistas, mais precisamente, Miguel Portas e Marisa Matias, eurodeputados pelo Bloco de Esquerda e co-financiador desta visita.

Em debate com os “eurobloquistas” sobre a arquitectura europeia, as alterações climáticas e a Conferência de Copenhaga, a Linha do Tua e o Plano Nacional de Barragens

Em conversa demorada, com direito a perguntas e respostas, satisfiz a minha curiosidade em aberta discutissão entre variados tópicos. E a visita que estaria programada paraterminar por volta das 11:30, conheceu o seu fim já perto das 14 horas. E o tão desejado almoço? Uns decidiram ficar na “cantina europeia”, outros nem sei, mas dentro do nosso pequeno grupo, o José Vinhas tem um irmão, em Bruxelas, dono de um restaurante, o ”Penafidelis”. Prometeu-nos boa chicha, boa pinga e tudo isso a um “preço reduzido”. Nós fomos!
Umas estações de metro, mais umas linhas e seriam umas 15 horas quando conhecemos o destino. Costeletões regados a cerveja belga que, por sinal, é de eleição. Comemos muito bem e pagámos melhor, 20 euros, mas dizem que uma refeição na Bélgica por esse preço é quase dada.
Restavam 180 minutos para um jantar marcado para as 20 horas, escurecia e as meninas ainda queriam visitar o Átomo. Um poiso turistico longínquo, para o tempo que tínhamos, situado às portas da cidade. Primeiro fomos de autocarro, mas chegámos à conclusão que era demasiado lento para uma sexta-feira e mudámos de transporte para o entra e sai do “trem” subterrâneo.
Chegados ao Átomo, começou a chover intensamente, tanto que a maioria do grupo decidiu permanecer na estação, à espera dos restantes.
Aqui o acordo era simples: 5 minutos para o objecto de visita e mais umas fotografias. Assim fizemos. Entretanto, regressámos ao hotel, preparámo-nos e fomos ao jantar promovido pelo Bloco de Esquerda num restaurante chamado Amadeus. Era enorme, forrado a livros, tipo biblioteca, e com música ambiente. Ao fundo, estava uma sala só para nós. A comida era estranha, talvez devido ao molho agridoce. Salvou-a o vinho, a sobremesa e a companhia. Seguiu-se uma visita pelo movimentado centro de Bruxelas a servir de digestivo, depois um bar com aroma internacional e umas fotografias típicas de turistas no regresso ao hotel.
No dia seguinte, sábado, acordámos cedo para o pequeno-almoço, seguiram-se umas compras pelo centro, sobretudo, chocolates, e rumo a Portugal. Hora de chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 19 horas, conforme previsto. A viagem: Saldo francamente positivo!

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