Talhas reclama verbas da Câmara de Macedo
Ao que se sabe, terá sido a Junta anterior, eleita pelo PSD, a propor a obra ao executivo camarário, também ele social-democrata. Contudo, depois do PS ter ganho nesta freguesia, as verbas destinadas às duas empreitadas foram retiradas sem qualquer justificação. “Desconheço os contornos desta situação, bem como a razão para o terem feito, mas acredito que seja uma atitude de retaliação devido à cor política”, avançou o presidente da JFT, Benjamim Rodrigues.
Segundo o autarca, tratam-se de duas obras essenciais para a freguesia, pelo que apela ao apoio e solidariedade dos restantes presidentes de Junta do concelho.
“Terei oportunidade de intervir e quero que justifiquem esta acção. Vou apelar a uma votação de todos contra este orçamento”, sublinhou o responsável.
Para já, Benjamim Rodrigues assegura que fará tudo para que as obras se façam “de uma maneira ou de outra”.
O Jornal NORDESTE tentou, até ao fecho desta edição, chegar à fala com o executivo da CMMC, mas sem sucesso.
Localidade teve origem na Idade do Ferro
A par das polémicas, Talhas é uma terra de mistérios, lendas e tesouros escondidos. Fala-se de grutas e riquezas. De estórias e histórias que ninguém confirma ou sobre as quais não há certezas.
Contudo, sabe-se que a origem desta localidade, cujo nome resulta da palavra latina “tinalia, que significa vaso ou talha, remonta à Idade do Ferro. Prova disso são os vestígios arqueológicos encontrados na freguesia, como os exemplos de arte rupestre encontrada nas margens do rio sabor, que banha Talhas. O núcleo da Levada Velha integra, assim, figuras antropomórficas e zoomórficas provavelmente do Paleolítico Superior.
A segunda maior freguesia rural do concelho de Macedo de Cavaleiros acolhe, ainda, um vasto património religioso, como a igreja matriz, construída em 1780, ou as capelas do Divino Espírito Santo, Senhora das Neves, Santo Amaro, Senhora da Boa Viagem, São Sebastião, Santa Marinha e São Lourenço.