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EDEAF não tem licenciamento

EDEAF não tem licenciamento
  • 8 de Dezembro de 2009, 10:45

Esta situação já causou prejuízos a Luís Mónico, proprietário de uma cozinha regional de fumeiro. O empresário afirma que a luz é instável, pelo que as câmaras frigoríficas já ficaram sem corrente aos fins-de-semana. “ Aquilo não está a funcionar a cem por cento. Já tive prejuízos enormes por causa da luz. Tenho câmaras sempre carregadas de carnes frescas para desmanche, fumeiro e adobes e já se estragaram devido a falhas de luz”, denuncia Luís Mónico.
O empresário garante que já pagou a baixada da luz para a colocação do seu próprio contador, mas a EDP ainda não efectuou o serviço.
Contactada pelo Jornal NORDESTE, a EDP afirma que foram solicitadas seis requisições de ligação, mas após a respectiva orçamentação, os requerentes optaram por execução própria dos ramais de uso exclusivo. “Conforme o previsto na legislação em vigor, é necessária a formalização da entrega das infra-estruturas por parte dos requerentes, o que ainda não se verificou. A partir daí, mediante a apresentação do certificado de exploração (cuja competência de emissão cabe a uma entidade externa à EDP), terão condições para celebração do contrato de fornecimento de energia”, explica a empresa, em comunicado.
Confrontada com esta situação, a presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Berta Nunes, afirma que quando pegou no processo da EDEAF encontrou uma série de falhas e anomalias, entre elas o processo de licenciamento industrial, que foi iniciado mas ainda não está concluído, bem como a parte eléctrica. “O pavilhão estava a funcionar com um contador de obra. Já pedimos o contador definitivo, pelo que a situação deverá ser resolvida a curto prazo e os empresários já poderão pedir o seu contador”, garante a edil.

“EDEAF servia para celebrar contratos, de forma ilegal, para trabalhadores da Câmara”, garante Berta Nunes

Instalado na EDEAF há dois anos, Luís Mónico afirma que a questão das rendas é, igualmente, um ponto a acertar com o novo executivo. “Já fomos informados que vamos ter que pagar a renda. Eu concordo com isso, mas é preciso negociar, porque quando fomos convidados pelo engenheiro Cruz Oliveira para nos instalarmos, ficou protocolado que pagaríamos renda, mas eles instalariam as cozinhas, o que não veio a acontecer. Eu investi cerca de 60 mil euros na instalação”, conta Luís Mónico.
Perante a situação de falência técnica em que se encontra a EDEAF, Berta Nunes afirma que vai lançar um concurso para privatizar todas as micro-empresas que funcionam dentro do pavilhão e reestruturar a empresa municipal. “A empresa estava a servir para fazer contratos de trabalho para a Câmara, de uma forma ilegal”, concluiu a edil.

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